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Terça-feira, 05 de julho de 2022

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Tribunal do Júri

Acusado de causar morte durante 'salve', integrante de facção criminosa é condenado a 21 anos

Foto: Reprodução

Acusado de causar morte durante 'salve', integrante de facção criminosa é condenado a 21 anos
O Integrante de uma facção criminosa, denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso pelo homicídio de Matheus Augusto da Silva Correa, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Várzea Grande na segunda-feira (16). José Augusto dos Santos, vulgo Dedé, recebeu a pena de 21 anos e três meses de reclusão e 22 dias-multa pela prática de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e organização criminosa armada, a ser cumprida em regime fechado. A prisão preventiva decretada nos autos foi mantida.    

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O MPE denunciou sete homens pela morte de Matheus Correa, ocorrida em setembro de 2020, no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande. Seis foram condenados e um foi citado em edital, uma vez que se encontra foragido. Conforme o Ministério Público, os denunciados praticaram o crime com a finalidade de promover a facção que, “formalmente, por meio de Estatuto mediante divisão de tarefas, estabelece regras que definem e orientam as ações criminosas estruturadas e sistêmicas entre seus membros (…) responsáveis pela prática de diversos crimes, inclusive homicídio”.   

De acordo com a denúncia, Edivaldo Junior Aparecido do Espírito Santo, Deivison Pereira da Silva, David Pereira da Silva, José Augusto dos Santos, Yago Felipe Rodrigues, Matheus de Almeida Costa e Laender Silva Ferreira Gomes se reuniram para dar um “salve” na vítima, que teria agredido fisicamente Deivison no dia anterior. A vítima Matheus Correa foi submetida a sessão de espancamento, com “demasiado, desproporcional e desnecessário sofrimento”, causando-lhe a morte.   

Yago Rodrigues, vulgo Nego Drama, foi condenado a 23 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão em júri realizado em julho de 2021, mas a defesa do réu interpôs recurso de apelação. Deivison da Silva, Edivaldo do Espírito Santo, conhecido como "Caxarinha", e Matheus Costa, chamado de "Playboy", foram julgados e condenados em 26 de março deste ano a 16 anos de reclusão cada um. Na mesma sessão de julgamento, David da Silva recebeu a pena de 10 anos e oito meses. O MPE interpôs recurso de apelação contra a sentença visando o aumento das penas.
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