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Segunda-feira, 08 de agosto de 2022

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TJMT reduz fiança, fazendeiro acusado de matar onça paga R$ 166 mil e consegue liberdade

Foto: Reprodução

TJMT reduz fiança, fazendeiro acusado de matar onça paga R$ 166 mil e consegue liberdade
O desembargador Gilberto Giraldelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), concedeu liminar reduzindo fiança estabelecido como condição para alvará de soltura em nome do empresário Benedito Nédio Nunes Rondon, acusado de matar onça pintada no Pantanal de Mato Grosso. De R$ 500 mil, o valor foi reduzido para R$ 166 mil. Conforme esclarecido pela assessoria de imprensa do TJMT nesta quarta-feira (20), o valor já foi depositado e o acusado será monitorado por tornozeleira.

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá), cumpriu o mandado de prisão preventiva na segunda-feira. O suspeito se apresentou no final da tarde, na unidade policial, na presença do advogado.
 
Uma semana antes da prisão, a equipe da Delegacia de Poconé, em parceria com a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), montou força-tarefa na região para localizar o suspeito que estava foragido desde o início do mês. Segundo o delegado de Poconé, Maurício Maciel Pereira Júnior, no período em que esteve foragido, o suspeito estava escondido no estado de Mato Grosso do Sul.
 
Ao se apresentar, foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventiva e no interrogatório, o suspeito permaneceu em silêncio.

O caso

O suspeito teve a prisão preventiva decretada com base nas investigações da Polícia Civil em razão de um vídeo que circulou na internet, em que aparecia ao lado da onça morta, com uma pistola em cima do corpo do animal.

Durante a filmagem, o suspeito confessa o crime e dizendo que matou a onça, e ainda vilipendia o corpo do animal silvestre, dizendo que “não valia nada” e que se fosse uma fêmea aproveitaria para ter relações sexuais com o animal.
 
De acordo com informações preliminares obtidas nas investigações da Polícia Civil, o suspeito teria outras armas de fogo, além de couro, patas e outros materiais decorrentes de caça ilegal de animais silvestres em sua casa e na sua fazenda.
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