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Quinta-feira, 24 de setembro de 2020

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Defesa tenta minimizar agressão: 'a cena do elevador não é um estupro com pen drive'

Da Redação - Arthur Santos da Silva

09 Set 2020 - 17:19

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Defesa tenta minimizar agressão: 'a cena do elevador não é um estupro com pen drive'
A defesa do advogado Cleverson Campos Contó, acusado de agressão pela médica Laryssa Moraes, afirma que vídeo no elevador do prédio onde moravam, gravação que registra um chute, é apenas um “picote de prova”.

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Segundo o também advogado Eduardo Mahon, que atua em nome do colega de profissão, a gravação apresenta “um recorte dele encostando o pé na canela dela”.
 
“Ao olhar os fatos eu vi picotes de provas. Não vi a cena de pequenos murros na cabeça do doutor Contó, que vai aparecer. Não vi a cena de camisa rasgada e unhadas e tapas no doutor Contó, que vai aparecer. Não vi a cena dela tentando sufocá-lo no elevador, mas vai aparecer. Eu vi um recorte dele encostando o pé na canela dela”, afirmou Mahon em entrevista coletiva nesta quarta-feira (9).
 
Mahon apresentou uma representação criminal junto à Delegacia Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá em desfavor da médica Laryssa Moraes. Segundo o advogado, há provas que apontam tentativa de extorsão e denunciação caluniosa por parte da ex-companheira.
 
“É possível contornar a cena do elevador? Não. Agora, me parece que a cena do elevador não é nariz quebrado. Me parece que a cena do elevador não é olho roxo. Me parece que a cena do elevador não é um estupro com pen drive. Me parece que a cena do elevador é muito menos do que isso. Onde estão as outras provas?”, finalizou Mahon.  
 
Contó foi acusado de diversas agressões e estupro. Os episódios de agressão do advogado ganharam repercussão após entrevista de duas das vítimas à Rádio Nativa FM na sexta-feira (4). Na ocasião, uma delas disse ter desmaiado. Depois disso, diversas vítimas fizeram outros relatos, mas de forma anônima.

 

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