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Segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Justiça manda penhorar faturamento de livros escritos por João Emanuel

Da Redação - Arthur Santos da Silva

04 Out 2019 - 11:50

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Justiça manda penhorar faturamento de livros escritos por João Emanuel
A juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Cível Pública e Ação Popular de Cuiabá, determinou no dia 30 de setembro a penhora sobre os créditos decorrentes da venda dos livros lançados pelo ex-vereador de Cuiabá, João Emanuel.

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A decisão foi estabelecida em cumprimento de sentença. João Emanuel foi condenado em 2015 pela prática de improbidade administrativa. De acordo com a acusação, ele usou o cargo de presidente da Câmara de Cuiabá para obter vantagens pessoais e para terceiros, por meio de tentativas de fraudes em processos licitatórios.
 
Na época, além da multa equivalente a 20 vezes o valor do salário que recebia, o ex-vereador ainda foi condenado a pagar R$ 500 mil por dano moral coletivo. O dinheiro seria revertido ao Hospital do Câncer de Mato Grosso.
 
Como não houve pagamento, o Ministério Público requereu a penhora de faturamento dos livros lançados. Em sua decisão, Vidotti afirmou que a penhora “sobre o faturamento dos livros que o executado lançou é inteiramente possível, especialmente quando não houve êxito na penhora de dinheiro e não foram localizados outros bens livres e desembaraçados”.
 
O valor deve ser depositado em conta judicial. “Expeça-se mandado de intimação para que a empresa Comercial Janina Ltda transfira todo o crédito que apurar em favor do requerido, decorrente da venda dos livros por ele escritos”, finalizou a magistrada.

O político condenado é autor dos livros “Você é o amor” e “Você só pode amar".

3 comentários

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  • paulo roberto
    07 Out 2019 às 09:34

    Nossa, do jeito que está vendendo, em duas semanas já vai ter chegado aos R$ 500 mil... rssssss

  • Pacífico Laranjeira da Silva
    07 Out 2019 às 09:15

    Pelo que foi divulgado na época do lançamento dos livros, tiveram uma tiragem de 500 exemplares, o que gera um valor irrisório frente ao débito exequendo, só numa perseguição implacável se compreende a medida. Já destruíram o rapaz, mas não o deixa em paz, para tentar se levantar. Ave!

  • jose
    05 Out 2019 às 14:17

    É o novo imortal da academia... Só em MT mesmo. KKKKKKK

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