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Terça-feira, 10 de dezembro de 2019

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Juíza manda soltar personal trainer suspeito de envolvimento no assassinato de professor da UFMT

Da Redação - Vinicius Mendes

13 Ago 2019 - 15:00

Foto: Reprodução

No detalhe: a vítima Francisco Moacir Pinheiro Garcia

No detalhe: a vítima Francisco Moacir Pinheiro Garcia

A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 1ª Vara Criminal de Sinop (a 479 km de Cuiabá), revogou a prisão preventiva do personal trainer Kelvin Rodrigues Vargas, suspeito de envolvimento no assassinado do professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Francisco Moacir Pinheiro Garcia, de 53 anos, em dezembro do ano passado. A magistrada considerou que não ficou comprovada a periculosidade do acusado.
 
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Durante a audiência de instrução do último dia 6 de agosto, a defesa de Kelvin requereu a revogação da prisão preventiva, argumentando que não estão mais presentes os requisitos autorizadores da segregação. Alegaram também que ele é réu primário, possui trabalho e residência fixa “de modo que possui todas as condições necessárias para responder o processo em liberdade”.
 
O Ministério Público se manifestou pelo indeferimento do pedido, mas a juíza entendeu que a defesa tem razão. Ela citou que já foram inquiridas as testemunhas e realizados os interrogatórios dos acusados, sendo encerrada a instrução processual.

“Com efeito, as provas colhidas durante a instrução processual afastam os indícios de que o custodiado Kelvin possua periculosidade acentuada, além de evidenciar que não é pessoa voltada à prática delituosa, situação a qual não se verifica em relação aos corréus. Portanto, tenho que o mencionado réu não mais apresenta risco à ordem pública”.
 
Ela então revogou a prisão de Kelvin, mediante imposição de duas medidas cautelares, sendo elas: comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar suas atividades, devendo o primeiro comparecimento ocorrer no dia seguinte a sua colocação em liberdade; e proibição de ausentar-se da Comarca, por mais de quinze dias ou de alterar o seu endereço, sem prévia comunicação do Juízo.
 
O caso
 
O desaparecimento  da vítima foi comunicado na Polícia Judiciária Civil em 20 de dezembro, por uma amiga, que contou que tentou manter contato por ligações e mensagens com o amigo, e uma pessoa respondeu com vários erros de português, o que seria improvável ser a vítima já que é professor.
 
A foto do perfil no whatsapp também tinha sido retirada. O telefone estava dando desligado, o veículo da vítima também não foi encontrado na casa dele. A vítima tinha uma consulta marcada no dia 19/12 devido uma cirurgia que fez no braço, mas a atendente disse que ele havia pedido para remarcar a consulta, pois estava em viagem com problemas pessoais. Na mesma data a vítima falou a parentes que tinha indo na consulta e estava tudo bem, indicando que alguém estava usando o aparelho celular da vítima.
 
Cinco dias antes da comunicação do desaparecimento (15.12), um corpo foi localizado às margens de uma rodovia entre os municípios de Claudia e União do Sul e estava até então sem identificação.
 
A amiga da vítima reconheceu o corpo no IML de Sinop como sendo o professor. A vítima teria sido morta com tiro de revólver, calibre 22.

1 comentário

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  • paulo roberto
    13 Ago 2019 às 21:18

    Todo mundo é primário até cometer um crime, quando preso já na cadeia o condenado tem que ter bom comportamento se não ele apanha ou morrer, simples assim.

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