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Terça-feira, 21 de maio de 2024

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OPERAÇÃO APITO FINAL

Juiz mantém a prisão do servidor "testa de ferro" de WT e de comparsa "contratado" para movimentar sua tornozeleira

Foto: Reprodução

Juiz mantém a prisão do servidor
O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), manteve a prisão de Jeferson da Silva Sancoviche, de 30 anos, servidor municipal da Secretaria de Obras Públicas acusado de atuar como “testa de ferro” de Paulo Witer Farias, o Paulo WT, tesoureiro do Comando Vermelho responsável por lavar milhões de reais proveniente do tráfico de drogas em Mato Grosso. Outro “fiel escudeiro” do membro do CV, Paulo Vinícius Gabriel Araújo, responsável por movimentar a tornozeleira de WT enquanto ele estava viajando para outros estados, também teve a detenção mantida.


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Japão, como Jeferson é conhecido, foi preso nesta terça-feira (14) enquanto chegava na Secretaria, situada no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Câmeras de segurança registraram o momento. Ele passou por audiência de custódia nesta quarta (15) e foi mantido preso.

Ele também foi flagrado atuando em favor de WT, promovendo uma limpeza de arquivos em um prédio de classe média na capital. Câmera registrou o momento que Japão entra no elevador do prédio com alguns objetos pertencentes ao tesoureiro, logo após sua prisão, ocorrida em Maceió (AL).

A intenção do servidor era livrar o líder do grupo das consequências pelos crimes que cometera. Dentre os objetos que foram pegos, estava a tornozeleira eletrônica que deveria estar presa na perna de W.T., mas havia sido deixada ligada no apartamento para dar a impressão de que o líder criminoso estava recolhido em casa, anotações do tráfico e dinheiro vivo.

Além do servidor, o magistrado manteve a segregação de Paulo Vinicius Gabriel Araújo, outro fiel escudeiro de WT, que seria incumbido em diversas ocasiões de movimentar a tornozeleira do tesoureiro como se ele estivesse em Cuiabá. Para isso, Araújo ia ao apartamento, retirava o equipamento e o levava até o bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, nas ocasiões em que Witer estava em viagens ao litoral de Santa Catarina e Rio de Janeiro.

No dia 14 de março, a Polícia Civil apurou que a tornozeleira emitiu a localização em um colégio de alto padrão na capital, onde o investigado foi levar a filha de Witer, que estuda no local.

Porém, nesta mesma data, Paulo estava em Santa Catarina. Antes da data em que foi preso em Maceió, a tornozeleira emitiu sinal de que o investigado principal se movimentou de seu apartamento para um shopping da capital, contudo, o equipamento estava com seu comparsa.
 
Além da movimentação criminosa do equipamento, foi constatado ainda que Paulo Vinicius fez diversas movimentações bancárias por seus ‘serviços prestados, em quantias superiores a R$ 19 mil.
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