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Sábado, 22 de junho de 2024

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PRESO EM ALAGOAS

"WT" tirou a tornozeleira para virar o ano em Balneário Camboriú e depois gastou mais de R$70 mil em resort em Maceió

Foto: Reprodução

Enquanto era monitorado por tornozeleira eletrônica, cuja localização marcava em Cuiabá, no dia 30 de dezembro de 2023, Paulo Witer Farias, o Paulo WT, na verdade estava em Balneário Camboriú, onde desfrutava de fim de semana para comemorar a virada de ano com seus comparsas do Comando Vermelho. Ali, ele saltou de paraquedas e, na sequência, partiu para o Rio de Janeiro e depois Maceió, sempre hospedado em locais de luxo à beira-mar. Ele burlou o sistema de monitoramento para curtir as "férias".


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A movimentação do líder contábil da facção em Mato Grosso foi revelada por investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), no âmbito da Operação Apito Final, deflagrada no começo de abril para combater as ações do grupo, que lavou milhões de reais por meio do tráfico de drogas na capital.
 
Embora estivesse localizado em Balneário, onde saltou de paraquedas e desfrutou dos melhores restaurantes, bares, praias e hotéis de luxo, junto aos seus comparsas, o monitoramento marcava que ele estava em Cuiabá, aproveitando-se das falhas do equipamento, na casa que ele adquiriu dentro de um condomínio de área valorizada.
 
As investigações concluíram que Witer e seus quatro comparsas saíram de Mato Grosso à Santa Catarina em uma caminhonete, Amarok, saindo no dia 27 de dezembro e chegando ao destino no dia 29. Eles ficaram em Camboriú até o dia 1º de janeiro, quando retornaram à capital.
 
Rio de Janeiro foi o segundo destino dos criminosos. Na orla carioca, eles se hospedaram em hotel de alto padrão e, conforme as informações da polícia, eles partiram do Aeroporto Marechal Rondon em 17 de março e ficaram no Rio até o dia 28. Depois, partiram para Maceió.
 
Na capital de Alagoas, WT se reuniu a outros comparsas e se hospedou em um resort urbano, na praia de Jatiúca, uma das melhores localizações da cidade. Ali, eles gastaram mais R$70 mil nas suítes de luxo.
 
Paulo Witer, Andrew, Alex Júnior e Tayrone Fernandes de Souza acompanharam o time “Amigos WT” em um torneio de futebol em Maceió. O time amador foi criado por Witer para lavar os dinheiros obtidos pela facção criminosa. 
 
Eles foram presos no dia 29, em Alagoas, no âmbito da primeira fase da Operação Apito Final, cujos mandados de prisão foram expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policial (Nipo) de Cuiabá.

No momento da prisão em Maceió, Paulo Witer também não utilizava a tornozeleira eletrônica, mais uma vez descumprindo as medidas judiciais. Conforme os delegados Gustavo Belão e Rafael Scatolon, as movimentações de WT demonstram que o sistema estatal é falho e, em vários momentos, inoperante.

No dia 02 de abril, o advogado de Paulo Witer, Jonas Cândido e também investigado como integrante da organização criminosa, foi preso na capital alagoana, onde estava a serviço do cliente.
 
Paulo e os comparsas foram transferidos para Cuiabá na semana passada, por ordem do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Nipo.

Eles estavam detidos em um presídio de segurança máxima em Alagoas, onde também foi cumprido o mandado de prisão contra Paulo que determinou a regressão do regime semiaberto para o fechado. 

Em dezembro passado, Witer foi colocado no regime semiaberto, com uso de tornozeleira eletrônica, após cumprir 15 anos, de um total de 51 anos de penas impostas em diversos processos na justiça estadual. O grupo está detido na Penitenciária Central do Estado. 

(Com assessoria)
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