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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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REGIME FECHADO

Assassino de empresário que delatou esquema milionário é condenado a 20 anos de prisão

Foto: Reprodução

Assassino de empresário que delatou esquema milionário é condenado a 20 anos de prisão
O Tribunal Júri condenou Adão Josair Fontoura a 20 anos de prisão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado do empresário e delator de esquema sobre sonegação de milhões em impostos, Wagner Florêncio Pimentel, assassinado em 2019. A juíza Mônica Perri validou a sentença e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, bem como o manteve em prisão preventiva. Sentença foi proferida no último dia 5.


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Wagner foi morto com cinco tiros dentro de um carro, modelo Renault Sandero branco, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, no dia 9 de fevereiro daquele ano.

Ele era considerado líder de um esquema desbaratado pela Operação Crédito Podre, que investigou a sonegação de milhões de reais em impostos. Pouco tempo antes de ser assassinado, o empresário firmou um acordo onde delatou todo esquema.
 
Sessão de julgamento foi designada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que preside o júri da capital. Na última sexta-feira (5), então, Adão foi submetido ao Tribunal do Júri, que o condenou a 20 anos de prisão, em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade.

“Pelo exposto e considerando a vontade soberana do Conselho de Sentença, condeno o acusado Adão Josair Fontoura à pena privativa de liberdade de 20 (vinte) anos de reclusão, no regime inicialmente fechado”, proferiu a juíza.

Para dosar a pena de Adão, Perri considerou que ele já foi condenado, com trânsito em julgado, pela prática de outro homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, a pena de 15 anos de prisão.

A esposa de Adão, Dayane Pereira Pimenta, que também seria submetida ao júri na mesma data, não foi julgada. Isso porque seu advogado não compareceu à sessão, o que resultou no desmembramento do julgamento em relação a ela.
 
A operação Crédito Podre foi deflagrada pela Polícia Judiciária Civil. Segundo investigações, no mínimo vinte empresas fantasmas ou de fachadas teriam sido utilizadas no esquema que teria sonegado mais de R$ 140 milhões do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado.
 
 
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