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Sábado, 13 de abril de 2024

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CASO Toni Flor

Condenada por matar marido, viúva cita filhas menores e pede domiciliar; TJ nega

Foto: Reprodução

Condenada por matar marido, viúva cita filhas menores e pede domiciliar; TJ nega
Condenada a 18 anos por orquestrar a execução do próprio marido, o empresário Toni Flor, ocorrida em 2020 em frente a uma academia de Cuiabá, a viúva Ana Cláudia de Souza Oliveira teve pedido de prisão domiciliar negado pelo Tribunal de Justiça (TJMT). Foi considerado a indiferença de Ana em prezar pelos cuidados de suas três filhas, uma vez que ela mandou matar o pai das crianças.

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Sob relatoria do desembargador Gilberto Giraldelli, os magistrados da Terceira Câmara Criminal negaram, por unanimidade, o agravo de execução penal movido pela defesa de Ana, que almejava cumprir a pena em domicílio. Decisão colegiada foi tomada no último dia 20.

Ana cumpre a pena pelo homicídio qualificado em regime fechado. Ela buscou ser detida em casa argumentando que possui três filhas menores. Na primeira instância, teve o pedido negado e recorreu ao TJMT alegando que tal decisão foi prolatada sem a devida fundamentação.

No entanto, o argumento foi rechaçado pelo Tribunal, já que embora sua prole seja menor de idade, ela não conseguiu provar que sua presença seria imprescindível para os cuidados das infantes, que estão devidamente sendo assistidas pela avó.

Outro ponto levantado pelo relator foi o fato de que Ana arquitetou a execução do marido e pai das próprias filhas, o que revelou o seu descuidado e indiferença em prezar pela educação das crianças, peculiaridades estas que impedem a autorização da Justiça para que ela cumpra a pena em casa.

Ana Claudia foi condenada por homicídio por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima, concurso de agentes e contra cônjuge, qualificadoras presentes no Código Penal. Além de Ana Claudia, também foram pronunciados Igor Espinosa, Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva, Ediane Aparecida da Cruz Silva e Sandro Lúcio dos Anjos da Cruz Silva.
 
Consta na denúncia, que no dia 1º de agosto de 2020, por volta das 7h, em frente a uma academia, Toni Flor foi atingido por tiros disparados por Igor Espinosa, a mando de Ana. Para a concretização do crime, a esposa teria sido auxiliada por Wellington Honorio Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva.
 
De acordo com a investigação, Toni da Silva Flor e Ana Claudia de Souza Oliveira Flor estavam casados há 15 anos, tendo inclusive três filhas. O casamento, no entanto, vinha definhando por conta de relacionamentos extraconjugais da acusada. Alguns dias antes de ser morto, Toni teria anunciado a intenção de se separar. 
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