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Sábado, 13 de abril de 2024

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Com dívida de R$ 238 mi, grupo familiar pede recuperação judicial e juiz antecipa blindagem

Foto: Reprodução / Ilustração

Com dívida de R$ 238 mi, grupo familiar pede recuperação judicial e juiz antecipa blindagem
O grupo familiar Atanes, composto por produtores rurais e diversas empresas em Mato Grosso, ajuizou pedido de Recuperação Judicial para manter suas atividades por dívidas de R$ 238 milhões. Em decisão proferida nesta quarta-feira (27), o juiz Renan Carlos Leão Pereira Nascimento antecipou os efeitos de blindagem e protegeu as empresas do conglomerado de execuções ou ações, por seis meses.

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Com a principal área de produção em São José do Xingu, o grupo é composto por membros da mesma família e pelas empresas Atanes Serviços Agrícolas, U.V. Agrícola Ltda., V. Takahashi Atanes Serviços Agrícolas de Frutal Ltda. e VTA Agrícola Ltda.

Conforme o pedido apresentado à Justiça na segunda-feira (25), o Atanes emprega mais de 150 pessoas e necessita da concessão da medida para prover o soerguimento de suas atividades empresariais, cujas dívidas com credores somam R$ 238.068.651,04.

Examinando o pedido, o juiz da 4ª Vara Cível de Rondonópolis verificou que o grupo atendeu todos os requisitos necessários para o deferimento da recuperação judicial, que não foi concedida nesta quarta pois ainda aguarda a realização de perícia técnica nas empresas.

No entanto, Renan Carlos Leão Pereira Nascimento decidiu antecipar os efeitos de blindagem para proteger o Atanes de execuções ou ações, por seis meses.

“Antecipo os efeitos de blindagem, ordenando a suspensão do curso da prescrição e de todas as ações ou execuções contra a parte requerente”, proferiu.

Dentre as razões que levaram à crise do grupo, os advogados destacaram os efeitos da pandemia da Covid-19, somada às crises hídricas e climáticas vivenciadas em Mato Grosso nos últimos anos.

As empresas do conglomerado atuam na produção de soja milho, algodão e arroz, além de outras comodities produzidas no território mato-grossense. Também atuam com serviços de pulverização, como manutenção de equipamentos e transporte rodoviário de carga.

Foi ressaltado no pleito, além dos efeitos da pandemia e pós Covid-19, que as empresas do grupo estão sofrendo também com arrestos e apreensões deferidas pela Justiça, como por exemplo o arresto de 74 mil sacas de soja, totalizando mais de 4 toneladas, bem como a apreensão de mais de 30 caminhões.

“Logo, infelizmente, para evitar abusos de credores com renegociações impagáveis, não verificando outra alternativa para o momento vivido, não restou outra alternativa ao Requerente senão ingressar com pedido de recuperação judicial como meio de reestruturar suas finanças, restabelecer os pagamentos aos credores e honrar com seus compromissos”, diz trecho do pedido, já parcialmente acatado pela Justiça.
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