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Sábado, 13 de abril de 2024

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AVALIADOS EM R$ 386 MIL

PF pede alienação de 336 diamantes apreendidos com ex-secretário em operação contra tráfico internacional

Foto: Reprodução

PF pede alienação de 336 diamantes apreendidos com ex-secretário em operação contra tráfico internacional
A Polícia Federal solicitou à Justiça da Bahia que conceda a alienação antecipada dos 336 diamantes avaliados em R$ 383 mil, que foram apreendidos em poder do ex-secretário de Estado Nilton Borgato, conhecido como Índio. O material foi confiscado no âmbito da Operação Descobrimento, que resultou na prisão de Borgato em 2022. Ainda não há uma decisão sobre o pedido.

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Requerimento foi feito no dia 12 de março pela Corregedoria Regional da PF à 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. No documento também há pretensão de alienação de cinco relógios em poder de Nelma Mitsue Penasso Kodama, também alvo da operação.

Laudo elaborado pelo setor técnico-científico da PF, em 3 de maio de 2022, concluiu que foram apreendidos, em posse de Nilton, 12 sacos transparentes contendo os 336 diamantes, avaliados em R$ 383.163,50, cuja massa total é de 62,690g.

“Por meio das análises verificou-se que os grãos minerais brutos referentes ao item 5 do Termo de Apreensão apresentam características (cor, forma, brilho, densidade específica, pureza) típicas de diamante”, diz trecho do Laudo.

Perícia concluiu que cinco relógios de marcas internacionais foram apreendidos com Nelma, sendo um Cartier, um Jeager-Le Coultre, Officina Del Tempo, e dois Bvlgari, avaliados em R$ 226 mil.

O pedido da PF considerou que a alienação antecipada tem sido regra sobre os bens apreendidos em operações, sobretudo no âmbito da Descobrimento.

O Ministério Público Federal lembrou que a Justiça, em outra ação, indeferiu pedido para alienar os diamantes de Borgato. Com isso, emitiu parecer para que o pleito seja parcialmente acolhido, somente no que diz respeito aos relógios de Nelma.

Em abril de 2022, a Polícia Federal (PF) revelou que o ex-secretário da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação Nilton Borges Borgato e o advogado Rowles Magalhães, que cumprem hoje prisão domiciliar, seriam os responsáveis pelo esquema de transporte internacional de drogas alvo da Operação. A organização criminosa já teria realizado cerca de cinco viagens com carregamento de entorpecentes. 

Ao longo das investigações, que iniciaram em fevereiro de 2021, a PF descobriu que Rowles é um dos líderes da organização criminosa. O ex-assessor do Governo de Mato Grosso durante gestão Silva Barbosa foi preso em São Paulo, em decorrência de um mandado de prisão preventiva. Durante as buscas, os agentes encontraram artigos de luxo como relógios e bolsas, além de uma quantia em euro no imóvel do lobista.

Já o ex-secretário foi preso em seu apartamento em Cuiabá, local onde os policiais federais localizaram pedras de diamante, dólares e cerca de R$ 30 mil em espécie, que estavam escondidos embaixo do colchão. Borgato deixou o cargo no Governo do Estado para disputar as eleições.

As investigações começaram quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador/BA para abastecimento.

Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave. A droga estava escondida em aeronave de uma empresa privada de aviação, que o advogado Rowles seria sócio.
 
A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).  
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