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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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AÇÃO PENAL

Juiz destaca periculosidade e frieza de instrutor de tiro que intermediou assassinato de Zampieri

Foto: Olhar Direto

Juiz destaca periculosidade e frieza de instrutor de tiro que intermediou assassinato de Zampieri
Ao receber a denúncia e decretar a prisão preventiva do veterano do exército e instrutor de tiro Hedilerson Fialho Martins Barbosa, 53, acusado de fornecer a arma usada para matar o advogado Roberto Zampieri, o juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, destacou sua frieza e periculosidade na execução do crime.


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No último dia 11, o magistrado recebeu a denúncia do Ministério Público (MPE) e tornou réu o trio que está preso acusado pelo assassinato de Zampieri, 57 anos, ocorrido em dezembro do ano passado, em Cuiabá. O magistrado ainda converteu para preventiva a prisão temporária dos três.

Diante disso, iniciou-se a ação penal contra o coronel do Exército Brasileiro (EB) Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, suspeito de ser o financiador, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como o intermediário, e Antônio Gomes da Silva, que é acusado de ter executado o crime.

Na fundamentação da decisão referente à Hedilerson, Perri destacou que sua periculosidade na execução do crime abalou a ordem pública, o que justificou o decreto da segregação preventiva.

Para Perri, o risco ficou demonstrado porque foi o veterano que apresentou Etevaldo à Antônio, além de ter vindo até Cuiabá com intuito de participar de campeonato de tiro para, unicamente, entregar a arma usada no assassinato ao executor.

Também espantou o magistrado o fato de que o instrutor se hospedou no mesmo hotel que Antônio e, no dia do crime, o acompanhou até o escritório de Zampieri e aguardou até após a execução para viajarem juntos, no mesmo ônibus, até São Paulo.

“É lógico que a conduta do cidadão Hedilerson Fialho Martins Barbosa demonstra de grande periculosidade, por não dizer de maior periculosidade, o que não é muito diferente de quem é o idealizador e financiador da execução do crime”, escreveu o juiz na decisão.

Em suas redes sociais, Hedilerson compartilha fotos e vídeos mostrando o dia a dia do seu serviço. Em uma das imagens, o suspeito aparece segurando um fuzil. Em outra, ele surge com uma farda das Forças Armadas. Já no Facebook, o suspeito publicou diversos posts enaltecendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A prisão do suspeito foi realizado na região metropolitana de Belo Horizonte. As investigações apontaram que, após contratar o executor pelo valor de R$ 40 mil, Hedilerson despachou uma pistola calibre 9 mm, registrada em seu nome, para Cuiabá, no dia 5 de dezembro, mesma data do crime.

Roberto Zampieri tinha 57 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, na frente de seu escritório, localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com dez disparos.
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