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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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advogado morto

Justiça autoriza defesa de coronel do Exército a ter acesso às informações do celular de Roberto Zampieri

Foto: Reprodução

Justiça autoriza defesa de coronel do Exército a ter acesso às informações do celular de Roberto Zampieri
O juiz Wladimir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, autorizou que a defesa do coronel do Exército Brasileiro (EB), Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, tenha acesso às informações colhidas do celular do advogado Roberto Zampieri, que foi morto no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, em dezembro de 2023. A decisão é do dia 11 de fevereiro.


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O pedido foi feito pelos advogados Pedro Marques e Matheus Bazzi. Inicialmente, a solicitação foi feita no Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), onde os procedimentos transitavam antes do início da ação penal. Entretanto, o juiz João Bosco Soares da Silva não chegou a analisar o pleito.
 
A solicitação então foi encaminhada à 12ª Vara. Na sua decisão, Wladimir ainda determinou o prazo de 24 horas para que o delegado da Polícia Civil responsável pelo inquérito forneça as informações do celular da vítima para a defesa e as partes.
 
“Defiro o requerimento defensivo formulado através do petitório registrado, a fim de que autoridade policial forneça a extração de dados, para que as partes e não só a defesa tome conhecimento do conteúdo dos dados constantes da apreensão do celular da vítima, para tanto, assiná-lo o prazo de 24:00H, para que aporte ao feito, sob pena de responder pelo delito art. 305 do CP”, diz trecho da decisão que a reportagem teve acesso.
 
Acusação aceita
 
As informações foram retiradas do documento judicial que recebeu a denúncia de Caçadini – apontado como o financiador, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, suspeito de ser o intermediário, e Antônio Gomes da Silva, acusado de ser o executor.
 
O magistrado ainda atendeu ao pedido do Ministério Público e converteu para preventiva a prisão temporária dos três.

“Decreto a prisão preventiva de Antônio Gomes da Silva, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, todos qualificados, e o faço com fucro nos. 311, 312 ( garantia da ordem pública ) e art. 313, inc. I, todos do Estatuto de Ritos”, diz outra parte do documento.
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