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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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CASO BARBIERI

Menor muda versão e confessa ter matado assessor em Poconé, inquérito foi arquivado

Foto: Reprodução

Menor muda versão e confessa ter matado assessor em Poconé, inquérito foi arquivado
O menor G.S.L., de 16 anos, disse em um novo depoimento à polícia que mentiu em oitivas anteriores e confessou que executou o assessor parlamentar Sérgio Barbieri, 73, assassinado a tiros na madrugada do dia 28 de janeiro, em Poconé (104 km de Cuiabá). Anteriormente, o adolescente havia apontado Weverton César De Brito, 19, e Ezequiel Padilha de Souza Ferreira, 29, como os mandantes da morte de Barbieri.


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Na última quinta-feira (9), a juiza Kátia Rodrigues Oliveira determinou a revogação da prisão de Weverton e Ezequiel e determinou o arquivamento do Inquérito Policial após “perceber contradições” apresentadas pelos menores G.S.L e G.C.B.

Em sua decisão, ela diz que é notável que desde o início das investigações os menores conduzem suas versões conforme a conveniência e os desdobramentos dos casos, tendo inventando uma nova versão a cada confronto com fatos inquestionáveis.

Ela diz que as investigações feitas no intuito de confirmar as declarações dos menores em relação a Weverton Cesar foram frustradas, “restando demonstrado até o momento que não houve sua participação" dele. 

Quanto a Ezequiel Padilha, a juíza aponta que, em um novo depoimento, os menores afirmaram que apenas enviaram mensagens a ele via Instagram chamando para cometer o cometer o homicídio contra Sérgio Barbieri, onde ameaçou e prometeu pagamento.

“Ocorre que, com a juntada de através de diligencia realização pela Policial Civil, restou demonstrado até o presente momento que os investigados possam não ter participado do crime, visto que, as declarações dos menores alteram toda a trama inicialmente pregada, tal como em diligência da Autoridade Policial para confrontar e confirmaram a participação dos investigados resultaram infrutífera, alterando assim, os indícios de autoria anteriormente demonstrados”, escreveu  a juíza. 

“Pelo exposto, nos termos do art. 316 do Código de Processo Penal, REVOGO A PRISÃO PREVENTIVA do suspeito Weverton César De Brito, vulgo “Bazuca” ou “Tiririca”, e Ezequiel Padilha De Souza Ferreira, se por outro motivo não estiver segregado”, escreveu a juíza. 
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