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Domingo, 25 de fevereiro de 2024

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denúncia oferecida

Planejamento da execução de Roberto Zampieri durou dois meses, aponta Ministério Público

Foto: Reprodução

Planejamento da execução de Roberto Zampieri durou dois meses, aponta Ministério Público
Promotores do Ministério Público (MPMT) informaram que os mandantes e os executores do advogado Roberto Zampieri planejaram o crime por dois meses. A informação consta na denúncia contra o coronel do Exército Brasileiro (EB) Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – financiador – Hedilerson Fialho Martins Barbosa – intermediário – e Antônio Gomes da Silva – executor.

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O militar das Forças Armadas teria sido contrato pelos mandantes, ainda não identificados, para arregimentar criminosos que pudessem colocar o plano em prática.
 
O coronel então teria convocado Barbosa, que convidou Antônio para executar o crime. O atirador, segundo as informações, recebeu, em mãos, R$ 20 mil e receberia outra quantia de igual valor dias depois de ser preso. A execução ocorreu no dia 5 de dezembro, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

No celular de Caçadini, policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontraram uma imagem contendo a fachada do escritório da vítima, com endereço e demais detalhes, armazenada no aparelho na data de 9 de outubro de 2023. O militar foi preso temporariamente na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
 
“Insta salientar que o crime objeto destes autos demandou ao menos dois meses de cogitação e planejamento até sua efetiva execução”, diz trecho da peça. Após a denúncia, os agentes buscam agora identificar os mandantes do crime.
 
Pedidos de danos morais
 
No caderno acusatório, os promotores ainda solicitaram que os responsáveis pelo crime paguem um valor financeiro aos familiares da vítima pelos danos materiais e morais. A medida, de acordo com o órgão ministerial, serviria como medida secundária de punição.
 
“O Ministério Público, visando tornar certa a obrigação de indenizar, direito a ser reconhecido através da vindoura sentença penal condenatória, como efeito secundário da medida, requer seja arbitrado valor a título de reparação dos danos materiais e morais sofridos pelos familiares da vítima”, diz trecho do documento.
 
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