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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

Notícias | Criminal

CASO ZAMPIERI

Coronel determinou que intermediário fosse a Cuiabá para acelerar execução de advogado

Foto: Reprodução

Coronel determinou que intermediário fosse a Cuiabá para acelerar execução de advogado
O coronel do Exército Brasileiro Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – preso temporariamente suspeito de ter financiado o assassinato do advogado Roberto Zampieri – determinou que Hedilerson Fialho Martins Barbosa saísse de Minas Gerais e viesse a Cuiabá, porque Antônio Gomes da Silva encontrou dificuldades e estava demorando para executar a vítima.


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As informações constam na peça acusatória oferecida contra o trio pelo Ministério Público (MPMT). Ambos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado. O órgão ministerial apontou que o crime foi cometido mediante paga e promessa de recompensa, com recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de uso restrito. O MPMT também requereu a conversão das prisões temporárias em prisões preventivas.
 
“É dos autos que, face a demora e dificuldades de Antônio em cumprir a missão homicida, Caçadini também deliberou em determinar que Hedilerson para cá viesse em apoio ao comparsa”, diz trecho da denúncia.
 
O trio denunciado é oriundo de Minas Gerais. Eles, inclusive, foram presos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no estado do Sudeste brasileiro. Antônio confessou o crime.
 
Em depoimento à Polícia Civil, Antônio explicou que foi pressionado por Barbosa a executar “logo” o crime, pois estava na iminência de "perder outra terra" para a vítima.

Barbosa atendeu ao pedido do contratante e veio para Cuiabá com uma pistola 9 milímetros. O objeto foi o mesmo utilizado para executar o advogado, segundo o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O intermediário inclusive solicitou à Polícia Federal a liberação do transporte da arma.
 
A pistola, inclusive, foi apreendida em posse Barbosa. Foi oferecido por Caçadini a Antônio a importância de R$ 40 mil para a execução do crime, tendo ele recebido um adiantamento de R$ 20 mil em espécie das mãos do militar das Forças Armadas como adiantamento.
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