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Segunda-feira, 04 de março de 2024

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segue preso

Suspeito se apresentou a Zampieri como capelão na primeira tentativa de execução de advogado

Foto: Reprodução

Suspeito se apresentou a Zampieri como capelão na primeira tentativa de execução de advogado
Antônio Gomes da Silva, preso suspeito de ter executado o advogado Roberto Zampieri, apresentou-se à vítima como capelão, mancando e fazendo uso de uma bengala. O investigado justificou que estaria interessado nos trabalhos do jurista. As informações constam na peça acusatória do Ministério Público que denunciou Antônio e mais dois pelo brutal crime.

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 Na denúncia, os promotores informaram que, após ter sido contratado pelo coronel do Exército Brasileiro (EB) Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, Antônio veio a Cuiabá e procurou a vítima sob o falso pretexto de contratar seus serviços profissionais.
 
Antônio disse a Caçadini que tinha um sobrinho que residia no Estado do Texas (EUA) e que ele estava querendo adquirir uma propriedade rural para criar vacas que produzissem leite “nan”.
 
Na peça, os promotores ainda deixaram claro que Antônio se apresentou a Zampieri com seu nome e número de telefone verdadeiros. “Fez questão de adotar um esdrúxulo ‘disfarce’, se apresentando como capelão, mancando e fazendo uso de uma bengala”, diz trecho do documento.
 
Após ter “convencido” Zampieri, Antônio marcou uma visita a uma propriedade rural com o advogado, onde, segundo ele mesmo admitiu, mataria o advogado fazendo uso de uma marreta. No entanto, na data marcada, a vítima mandou um amigo em seu lugar, “o que provocou evidente desapontamento em Antônio Gomes”.
 
Depois da ação frustrada, Antônio pediu a Hedilerson Fialho Martins Barbosa, 53 anos, para que o comparsa trouxesse uma arma de fogo para execução do crime. O executor disse durante depoimento à Polícia Civil que mentiu que havia perdido duas armas que tinha em blitz policial.
 
Barbosa atendeu ao pedido de comparsa e trouxe uma pistola 9 milímetros a Cuiabá, inclusive com autorização da Polícia Federal. O intermediário ficou hospedado no mesmo hotel que Antônio. Foi no empreendimento que a arma foi entregue ao executor.
 
O que é um capelão
 
O termo "capelão" refere-se a um profissional religioso que atua em ambientes não eclesiásticos, como hospitais, prisões, instituições militares, universidades, empresas e outros locais. O papel do capelão é oferecer apoio espiritual, aconselhamento e assistência religiosa a pessoas em situações diversas, independentemente de sua afiliação religiosa.
 
Geralmente, os capelães são membros ordenados de uma comunidade religiosa específica e têm a formação necessária para lidar com questões espirituais e emocionais. Eles desempenham um papel crucial no suporte às pessoas em momentos de crise, luto, doença ou transição, oferecendo palavras de conforto, orações e orientações espirituais.
 
A denúncia
 
A denúncia do MPMT é assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo (21ª Promotoria Criminal), Marcelle Rodrigues da Costa e Faria (28ª Promotoria Criminal), Vinícius Gahyva Martins (1ª Promotoria Criminal) e Jorge Paulo Damante Pereira (2ª Promotoria Criminal).
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