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Segunda-feira, 04 de março de 2024

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JUÍZA MANTEVE PRISÃO

Padrasto que matou enteado de 5 anos para vingar-se de relacionamento passará por júri popular

Foto: Reprodução

Padrasto que matou enteado de 5 anos para vingar-se de relacionamento passará por júri popular
A juíza Paula Tathiana Pinheiro decidiu manter José Edson de Santana preso preventivamente até que ele seja submetido ao Tribunal do Júri pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver do menino Davi Heitor Prates, seu enteado de 5 anos, morto asfixiado em março deste ano, no município de Colíder. Conforme as investigações, José cometeu o crime motivado pelo sentimento de vingança, porque a genitora do menor rompeu o relacionamento com ele. 

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 Para mantê-lo preso, a magistrada considerou sua periculosidade e a gravidade dos delitos que cometeu “a evidenciar gravoso risco à garantia da ordem pública”, salientou Paula,  na decisão proferida nesta sexta-feira (1).

No dia 27, a defensoria desistiu de apelar contra o pronunciamento de José para ser submetido ao Tribunal do Júri. Ele foi pronunciado por homicídio qualificado (por motivo torpe, com emprego de asfixia e mediante dissimulação) e ocultação de cadáver.
 
A Defensoria Pública, responsável pela defesa do réu, chegou a entrar com recurso em sentido estrito, porém depois pediu a desistência do recurso. A magistrada disse que, apesar do réu ter manifestado que não gostaria de recorrer, a defesa pode tomar as medidas que achar melhor para o benefício dele, assim como também pode desistir do recurso, o que foi feito e, posteriormente, homologado pela magistrada.
 
Davi foi assassinado no dia 3 de março, e no dia seguinte, José foi preso. Em primeiro momento, José alegou à Polícia Civil que levou a criança para um rio, onde o asfixiou.

Na sequência, conforme depoimento inicial, ele amarrou uma corda com uma pedra de 10 kg e jogou o corpo de Davi no rio. 

Entretanto, após corpo ser encontrado durante buscas por uma região de mata, com auxílio de cães farejadores, José confessou que matou a criança asfixiada.

Segundo a autoridade policial, durante os depoimentos à Polícia Civil, José alegou não lembrar o motivo de ter cometido o crime. Entretanto, a linha de investigação aponta para uma vingança, já que o acusado queria ficar com a mãe de Davi.

O promotor de Justiça responsável pelo processo, Danilo Cardoso Lima, afirmou que José agiu de modo covarde ao assassinar Davi  para se vingar da mãe dele.

​"O crime foi praticado, ainda, por motivo torpe, posto que, segundo revelaram as investigações, a motivação decorreu de sentimento de vingança, em decorrência do fato de a genitora do menor ter rompido o relacionamento com o incriminado, de modo que, como forma de represália a ela, ele decidiu atingi-la, matando covardemente seu filho", disse o promotor.
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