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Segunda-feira, 04 de março de 2024

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SEGUNDA CÂMARA CRIMINAL

Disciplina do Comando Vermelho, 'Léo Chevete' é condenado a 36 anos por latrocínio

Foto: Reprodução / Ilustração

Disciplina do Comando Vermelho, 'Léo Chevete' é condenado a 36 anos por latrocínio
O Tribunal de Justiça (TJMT) recalculou a pena de Leandro Miranda dos Santos, vulgo “Léo Chevete”, apontado como líder do Comando Vermelho, condenado por latrocínio que tirou a vida de um motorista de aplicativo, em 2020, no município de Primavera do Leste (235 km de Cuiabá). 

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Anteriormente condenado a 45 anos, a nova pena foi fixada em 36 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão, no regime inicial fechado. Acórdão foi formulado à unanimidade pelos magistrados da Segunda Câmara Criminal, em sessão de julgamento ocorrida no último dia 22. 

Léo Chevete seria “disciplina” do Comando Vermelho e foi sentenciado porque instigou e induziu a prática do crime, que resultou em execução. Além da reclusão, ele deverá pagar indenização de R$ 50 mil à família da vítima.
 
No dia 27 de abril de 2020, por volta das 19h, a vítima, que era motorista de aplicativo, recebeu chamado para realizar uma viagem. No local, encontrou três criminosos, dois menores de idade (dentre eles uma garota).
 
Durante o trajeto, o maior de idade, utilizando-se de um simulacro de arma de fogo, anunciou o assalto, momento em que, com o auxílio do adolescente, rendeu a vítima e a colocou dentro do porta-malas do veículo, não sem antes se apoderar dos cartões bancários da vítima e das respectivas senhas, seguindo viagem em direção à Cuiabá.
 
No caminho para Cuiabá o maior de idade sacou R$ 550 com o cartão bancário da vítima e abasteceu o carro na cidade de Campo Verde, também usando o cartão. Em Campo Verde, eles foram até a casa da avó do homem mais velho, para pegar a ferramenta “pé de cabra” e seguiram viagem para a capital.
 
Ao chegarem nos limites do município, o criminoso levou os adolescentes e a vítima até um hotel, situado às margens da BR 364. Alugou um quarto e conduziu os menores e a vítima, que estava durante todo o trajeto dentro do porta-malas, para dentro.
 
Já no quarto, o homem e o adolescente amarraram as mãos e pernas e amordaçaram a vítima com uma toalha. Desferiram golpes com o pé de cabra, o que ocasionou a morte. De acordo com os autos, a adolescente não participou desta parte do crime. Em seguida, os três deixaram o hotel rumo a Pontes e Lacerda, onde deveriam entregar o veículo roubado a integrantes de uma organização criminosa que atua na região.
 
A vítima foi encontrada no dia seguinte (28/04/2020), no banheiro do quarto do hotel e apresentava sinais de tortura.
 
De acordo com os autos, os três criminosos praticaram o latrocínio porque o homem maior de idade havia contraído uma dívida no valor aproximado de R$ 1.200 junto à organização criminosa em razão de uma determinada quantidade de entorpecentes que deveria ter sido vendida por ele, para selar o seu ingresso definitivo na organização, mas que acabou sendo consumida em conjunto com amigos.
 
No depoimento, o homem contou que foi pressionado pelo condenado no processo a roubar um veículo e entregar aos integrantes da facção criminosa na cidade de Pontes e Lacerda, como forma de quitar a dívida e “vestir a camisa da facção”, fato que acabou desencadeando a execução do crime de latrocínio.
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