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Segunda-feira, 04 de março de 2024

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OPERAÇÃO AVALANCHE

Juiz mantém prisão de integrantes de grupo que movimentou R$ 12 milhões com motos roubadas

Foto: Reprodução

Juiz mantém prisão de integrantes de grupo que movimentou R$ 12 milhões com motos roubadas
O juiz Jean Garcia de Freitas manteve a prisão de três supostos membros de organização criminosa que movimentou R$ 12 milhões com a venda de motocicletas roubadas ou furtadas em Cuiabá e Várzea Grande. Eles foram alvos da Operação Avalanche, que também mirou os donos das empresas Americana Motos, Center Motos e XTREME, todas especializadas no ramo. Decisão do juiz foi proferida nesta segunda-feira (28).

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Foram mantidas as prisões de Adalberto José de Macedo Júnior, Fernando Erife da Silva Rojas e Rafaela Fernandes Vilas Boas. O magistrado considerou vastos indicativos de que os três eram integrantes do grupo supostamente comandado por Oneilson Ramos dos Santos, vulgo “Batata” ou “Gordinho”, responsável por articular a rede de pessoas para desenvolverem funções específicas dentro do grupo.

Rafaela sustentou que a segregação cautelar foi baseada em entendimento incompatível com pena de eventual condenação e que a prisão não cumpre com os requisitos previstos no artigo 312 do CPP, além de pugnar pela substituição por medidas cautelares diversas.

Fernando defendeu a ausência de indícios concretos que indiquem sua participação na organização, a dependência psicológica e financeira de sua progenitora, suposta participação ínfima, bem como a suficiência de medidas cautelares diversas.

Adalberto sustentou a tese de que a prisão foi baseada em ilegalidade, além de pugnar a substituição por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP ou prisão domiciliar, devido ao uso de bolsa de colostomia.

Examinando os pedidos, o juiz considerou que Fernando, vulgo “Branco”, é apontado pelas investigações como executor de importante papel no contexto da organização criminosa, consistente na função de furtar, receptar e comercializar as motocicletas. Isso é evidenciado pelos diálogos realizados entre ele e Oneilson, onde restam claras as funções delitivas desenvolvidas.

Sobre Adalberto, o magistrado se convenceu que ele, vulgo “Betinho, Rodrigo ou Cachorrão”, é amigo e companheiro de Oneilson na prática dos crimes, desenvolvendo função ativa nos furtos e venda dos produtos. 

Por fim, escreveu na decisão que os indícios de participação de Rafaela nos eventos delituosos constam dos relatórios que embasam denúncia, apontando que ela é irmã de Adalberto, integra o núcleo criminoso e realiza a venda das motocicletas, sempre destacando que realiza as checagens dos veículos. A participação de Rafaela é tão ativa, que seu número é salvo no aparelho celular de Oneilson como “Motoss”.

Diante disso, o magistrado indeferiu o pedido da defesa dos três acusados e manteve suas respectivas prisões pela garantia da ordem pública, indícios de participação nos crimes e a periculosidade dos agentes.

Avalanche

A Operação Avalanche foi deflagrada pela Polícia Civil em abril deste ano. Estima-se que a somatória do prejuízo causado às vítimas seja de aproximadamente R$ 12 milhões. Dentre os presos estão os donos das empresas Americana Motos, Center Motos e XTREME, todas especializadas no ramo.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), quem liderava a organização era Oneilson Ramos dos Santos, vulgo “Batata” ou “Gordinho”. Ele articulava rede de pessoas para desenvolverem funções específicas dentro do grupo.
 
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