Olhar Jurídico

Sexta-feira, 01 de março de 2024

Notícias | Criminal

LAUDO DE SANIDADE

Defensoria pede que ex-PM seja absolvido em ação sobre morte de advogada que teve o corpo abandonado em parque

Foto: Reprodução

Defensoria pede que ex-PM seja absolvido em ação sobre morte de advogada que teve o corpo abandonado em parque
A defensoria pública pede que o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, 49, seja absolvido do crime de feminicídio que cometeu contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, 48, com base em laudo de sanidade mental realizado em 2016, atestando que ele seria portador de esquizofrenia crônica.

Leia mais
'Uma pessoa desprezível, uma escória da sociedade', diz delegado sobre ex-PM indiciado por matar advogada


 O pedido ainda aguarda manifestação dos assistentes de acusação. Além disso, a 12ª Vara Criminal, onde o crime está sendo julgado, vai determinar a instauração de laudo de sanidade atualizado antes de decidir se absolve Almir  ou determina medida de segurança para interná-lo em clínica psiquiátrica. O Ministério Público se manifestou contrário ao requerimento, sustentando que o transtorno não justificaria alguém praticar o crime que ele cometeu. 

Conforme apurado pelo Olhar Jurídico, a defensoria aponta que laudo de 2016 informava que Almir seria incapaz de responder pelos seus atos. No entanto, relatório apresentando em agosto de 2023, dias após o assassinato, aponta ausência de sintomas de delírios ou prejuízos cognitivos, atestando que ele estaria em estado apto para realização de atividades laborais. 

Apesar da manifestação da Defensoria e do Ministério Público, os requerimentos ainda não tiveram uma decisão do juiz Wladymir Perri, que vai pedir teste de sanidade mental atualizado de Almir, para somente depois disso definir se  o absolve e o encaminha para uma clínica psiquiátrica. 

Almir foi denunciado pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá por homicídio qualificado. Cristiane foi morta na capital e teve o corpo deixado no Parque das Águas. Almir ainda foi denunciado pelos crimes de estupro, fraude processual, por ter limpado a cena do crime usando creolina e sabão em pó, e ocultação de cadáver. 

De acordo com a denúncia, o crime foi cometido por motivo torpe (desprezo pela vida da vítima), com emprego de asfixia mecânica, mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima (superioridade de força física), para assegurar a impunidade de outro crime (estupro de pessoa em situação vulnerável) e contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, envolvendo menosprezo à condição de mulher (feminicídio).

Conforme o promotor de Justiça Jorge Paulo Damante Pereira, Almir dos Reis ainda “inovou artificiosamente o estado de lugar dos crimes, com o fim de induzir a erro o juiz”, ao eliminar os vestígios de sangue em sua casa e colocar roupas para lavar.

Por fim, “ocultou, dentro de um veículo, o cadáver de Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni” e abandonou-o na manhã seguinte do crime no entorno do Parque das Águas. Almir foi preso em flagrante na noite do dia 13 de agosto, em Cuiabá, um dia após matar a advogada.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet