Olhar Jurídico

Sábado, 20 de abril de 2024

Notícias | Criminal

TENTOU ATROPELAR SEIS

Técnica de enfermagem é denunciada por homicídio tentado, ameaça e resistência à prisão

Foto: Reprodução

Técnica de enfermagem é denunciada por homicídio tentado, ameaça e resistência à prisão
O Ministério Público do Estado (MPE) denunciou a técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício e pediu sua condenação por tentativa de homicídio, ameaça, causar dano a coisa alheia e resistência a ato legal mediante violência ou ameaça a funcionário público. Amanda foi detida no último dia 12 por tentar atropelar seis pessoas da mesma família, na região do CPA, em Cuiabá, tendo atingido a vítima A.J.Q.M.S., que só não morreu por circunstâncias alheias à sua vontade. O promotor de Justiça Samuel Frungilo assinou a denúncia no último dia 26.
 
Leia mais
TJ mantém prisão de técnica de enfermagem que tentou atropelar seis da mesma família no CPA


Era por volta das 00h30 do dia 12 de setembro, em frente à residência situada no Bairro Morada da Serra, quando Amanda, conduzindo um Corsa, atropelou A.J.Q.M.S. e tentou acertar mais cinco pessoas da mesma família. A vítima só não morreu e as outras não foram atingidas porque o carro conduzido pela técnica chocou-se contra o portão da casa e ficou emperrado.  

Na mesma ocasião, a técnica ameaçou outra vítima, uma vizinha, dizendo que iria matá-la. Não bastasse, ela ainda destruiu o portão, porta, janela e objetos de dentro da referida residência.

Nesse momento, as vítimas acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local e deu voz de prisão a Amanda, que resistiu com violência, sendo necessário uso de spray de pimenta para contê-la.

Conforme o promotor, o crime de tentativa de homicídio foi praticado por motivo fútil, pois Amanda teria se irritado com os vizinhos porque eles estavam conversando e ouvindo músicas em frente à residência.

No tocante à ameaça, consta na peça acusatória que a técnica já havia tido desavenças anteriores com G.R.N. e, por motivos de menor importância, também já tinha lhe ameaçado.

“Ante o exposto, denuncio Amanda Benicio como incursa nas penas do artigo 121, § 2º, inciso II, c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal (FATO 01); artigo 147 do Código Penal (FATO 02); artigo 163, parágrafo único, inciso I, do Código Penal (FATO 03); artigo 329 do Código Penal (FATO 04); oportunidade em que requer a Vossa Excelência que, recebida a denúncia, determine a citação da denunciada para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias”, pediu o MPE.

Também pediu que a sentença condenatória, caso seja proferida nos moldes da denúncia, fixe valor mínimo de reparação às vítimas pelos danos causados por Amanda. “O Ministério Público, visando tornar certa a obrigação de indenizar, direito a ser reconhecido através da vindoura sentença penal condenatória, como efeito secundário da medida, requer seja arbitrado valor a título de reparação dos danos materiais e morais sofridos pelas vítimas”, finalizou o promotor.

Nesta segunda-feira (2), a defesa de Amanda sustentou pela substituição de sua prisão por medidas cautelares na primeira instância, alegando que Amanda faz tratamentos psiquiátricos em razão de seu quadro mental.

Explicou a defesa também que o que foi narrado pela Polícia Militar no Boletim de Ocorrência não corresponde à verdade. De acordo com a versão defensiva, a técnica de enfermagem teria chegado exausta em casa no dia do fato, pois não havia dormido há cinco dias para prestar cuidados ao seu pai, que é idoso.

“Ao chegar em casa, Amanda simplesmente buscava paz e tranquilidade, um desejo legítimo após um período estressante. No entanto, esse pedido foi negado pelos vizinhos, que, em vez de respeitar a situação de Amanda, passaram a fazer chacotas, proferir injúrias e ameaças. A polícia foi acionada, mas não conseguiu resolver o conflito. Pelo contrário, os vizinhos intensificaram a agitação, aumentando as ameaças, as chacotas e as injúrias. Amanda, já em um estado de exaustão e perturbação psicológica devido ao estresse prolongado e às provocações, entrou em um surto psicótico”, sustentou o advogado Hebert Thomann no habeas corpus à segunda instância no dia 13.

Na primeira instância, onde consta a denúncia, o pedido de substituição ainda não foi julgado. No segundo piso, onde Amanda já teve requerimento de liberdade negado em duas ocasiões, em sede de habeas corpus, a Procuradoria de Justiça se manifestou pela alteração da prisão por medidas cautelares.

“Para que seja concedida a internação provisória, é imprescindível a apresentação de laudo pericial atestando a inimputabilidade ou a semi-imputabilidade do agente, bem como, a indicação do risco de reincidência delitiva. Assim, inexistindo nos autos o laudo pericial, resta inviável a concessão pretendida”, sustentou a procuradoria, apontando como medida cabível o monitoramento eletrônico e tratamento ambulatorial.

Amanda está presa há mais de 20 dias no Presídio Feminino de do Estado de Mato Grosso.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet