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Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Notícias | Civil

CONTRA PCHS NO RIO CUIABÁ

Deputado Wilson Santos recua sobre suposta propina e ameaças de morte

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Deputado Wilson Santos recua sobre suposta propina e ameaças de morte
O deputado Wilson Santos (PSD) recuou das acusações feitas por ele que ligam empresa à propina e ameaças de morte, em razão de sua oposição à construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no rio Cuiabá. A declaração do parlamentar foi em resposta à interpelação judicial solicitada pelo grupo Maturati Participações S.A.. O parlamentar disse que tais mensagens chegaram por “vias anônimas”, sem mencionar a empresa, e pediu que sua resposta seja recebida pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça (TJMT).

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Na época das discussões sobre a instalação das PCHs, Wilson afirmou na tribuna da Assembleia Legislativa ter recebido propostas de propina em função de sua opinião contrária à construção das PCHs no rio Cuiabá.
 
“Esse assunto não chegou aqui tão pacificamente, como parece. Teve muita conversa atravessada. Teve muito recado. Alguns acham que deputados aqui têm preço”, disse, em uma referência ao grupo Maturati, que tem seis projetos para construção de PCHs no Cuiabá.

Quando questionado judicialmente via interpelação, Wilson afirmou que as supostas mensagens de propina e ameaças de morte teriam chegado de “forma indireta ou por mensagens anônimas”, sem apresentar provas, negando a participação da empresa e do sócio Fernando Vilela, em tais crimes.

Em decisão proferida no último dia 21, o juiz Rodrigo Roberto Curvo, da Vara Especializada em Meio Ambiente, deu dez dias para que a Procuradoria do Estado preste informações sobre liminar requerida pela Maturati Participações, holding que pretende, desde 2021, construir seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Rio Cuiabá.
 
Mandado de segurança foi impetrado pela Maturati pedindo ao juiz o deferimento de liminar cujo objetivo é determinar que a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) aprecie seu pedido de revisão contra parecer técnico que concluiu pela inviabilidade dos empreendimentos.
 
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