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Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

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DELEGACIA DA MULHER

Justiça proíbe empresário de se aproximar da ex-mulher por acusação de estupro e perseguição

Foto: Reprodução

Justiça proíbe empresário de se aproximar da ex-mulher por acusação de estupro e perseguição
A juíza Ana Graziela Vaz, da Vara Especializada de Violência Contra a Mulher, determinou que o empresário A. A. B. , acusado pela sua ex-esposa de perseguição e estupro, não se aproxime dela nem de seus familiares, além de uma série de outras medidas protetivas que foram solicitadas pela vítima. A decisão foi proferida nesta terça-feira (22).

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Além de ter que ficar distante 500 metros da ex e seus familiares, ele não poderá manter contato com eles e testemunhas por qualquer meio de comunicação, bem como foi proibido de frequentar suas respectivas residências ou locais de trabalho, a fim de preservar a integridade psicológica da vítima.

A decisão da magistrada levou em conta a verificação de que os fatos narrados pela ex do empresário no boletim de ocorrência demonstraram a situação de risco que ela passava, o que impôs a necessidade de deferir o pedido para determinação de medidas protetivas.
 
Denúncia ao Ministério Público

No começo deste mês, o promotor de Justiça Mauro Poderoso de Souza, do Ministério Público do Estado (MPE), havia requisitado à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher instauração de inquérito para investigar o empresário A. A. B., acusado pela sua ex-esposa de perseguição e estupro.

A vítima procurou o MPE em maio deste ano para relatar que está tendo que se tratar com remédios antidepressivos por conta dos abalos que vem sentindo. 

No dia 2 de maio deste ano, ela compareceu à 20ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital para relatar que não suportava mais se sentir perseguida e monitorada. Conforme depôs, eles chegaram a resolver a situação do divórcio, com um acordo judicial. No entanto, neste ano, a situação voltou a amedronta-la. 

Ela chegou a blindar o seu automóvel, pois teria percebido pessoas possivelmente armadas lhe seguindo, em locais como academia, shopping, supermercado e até ao levar seus filhos à escola. 

O estopim ocorreu quando ela cogitou se divorciar do empresário. Depois disso, ele teria invadido seu e-mail, seu celular e até colocou um rastreador embaixo de seu carro. Isto ela conseguiu registrar em uma câmera de segurança que instalou, justamente pelo medo que sentia.

Conforme relatado, ele a ameaçou que, em caso de separação, não admitiria ela com outra pessoa.  

 A situação se agravou, segundo ela, quando ele forçou relações sexuais, “de modo que nas circunstancias em que estava, não conseguiu dizer não”, diz trecho do documento. 

Diante da situação, ela se mudou de cidade com os filhos, passando a morar em Cuiabá. Porém, teve que procurar novamente ajuda, pois as perseguições voltaram a acontecer. Inclusive afirmou que o sobrinho do empresário começou a frequentar a academia no mesmo horário que ela, inesperadamente. 

Foi então que, nos meses de julho e agosto, o promotor Mauro Pedroso remeteu o caso à Delegacia Especializada da Mulher, requisitando instauração de inquérito para investigar a possível ocorrência dos crimes de perseguição e estupro.
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