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Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

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DENÚNCIA RECEBIDA

Expulso da PM por assalto, suspeito de matar advogada é réu por furtar R$ 88 mil da SEMA e tem longa ficha criminal

Foto: Reprodução

Expulso da PM por assalto, suspeito de matar advogada é réu por furtar R$ 88 mil da SEMA e tem longa ficha criminal
O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, suspeito por cometer o feminicídio contra a advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, encontrada morta neste domingo em Cuiabá, tem uma longa ficha de antecedentes criminais. Além de supostamente ter matado Cristiane, ele foi expulso da PM acusado de assaltar um posto de combustível, em 2013, e também já respondeu em mais de dez processos por roubo majorado, crimes militares, receptação, furto, posse de drogas e contravenções penais. No dia 19 de julho, Almir se tornou réu por supostamente ter furtado, junto com mais dois comparsas, R$ 88 mil em bens da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

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Em 2013, foi expulso da Polícia Militar acusado de assaltar o posto de combustível Lídergás, no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Ele foi denunciado pela 18ª Promotoria de Justiça Criminal da capital e o Conselho de Disciplina da PM decidiu, por unanimidade, a culpa pelas acusações, no ano de 2015.

Ainda segundo ações, entre os dias 25 de setembro e 6 de outubro de 2019, Almir e mais dois comparsas furtaram a Sema em três ocasiões. Mediante arrombamento das janelas, invadiram a secretaria e levaram televisões, materiais de informática e motor de barco.

Segundo denúncia ingressada pelo Ministério Público do Estado (MPE), por intermédio da 7ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Cuiabá, os objetos furtados da Sema foram avaliados por representante do órgão em R$ 88 mil. No último dia 19 de julho, o juiz Jurandir Florêncio de Castilho Júnior recebeu a denúncia do MPE, tornando réus os três envolvidos.

Em consulta ao Processo Judicial Eletrônico (PJE), foi possível constatar a extensa ficha criminal do suspeito de ter assassinado a advogada. Somente por roubo majorado, são oito processos que ele já respondeu. Além disso, pesam contra ele antecedentes por receptação, furto, crimes militares, posse ilícita de entorpecente e contravenções penais.

Suspeita de feminicídio

A advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos, foi espancada e morta por asfixia. Almir dos Reis, de 49 anos, é o principal suspeito. Ela foi encontrada já sem vida no Parque das Águas, em Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre o feminicídio começaram por volta das 15h do domingo (13).

Segundo as investigações, a vítima passou a tarde de sábado em um churrasco com a família e amigos e por volta das 22 horas foi com o seu carro até um bar nas proximidades da Arena Pantanal. No local, a vítima conheceu um homem, com quem teria deixado o bar por volta das 23h30.

Após o fato, os familiares não conseguiram mais contato com a vítima, que também não dormiu em casa. Preocupados com o paradeiro, seu irmão acessou um aplicativo que indicou que o celular dela estaria no Parque das Águas. No local, o corpo da advogada foi encontrado dentro do seu veículo Jeep, no banco do passageiro, já sem vida, sendo encaminhada ao hospital pelo irmão.

O último local em que a vítima esteve antes da morte foi uma residência no bairro Santa Amália, em Cuiabá. Por meio de imagens de câmeras de segurança foi possível ver o seu carro saindo do endereço, na parte da manhã, com o suspeito na direção.

Ele foi localizado em sua residência no bairro Santa Amália, último lugar onde a vítima esteve antes da morte. O suspeito também confessou ter dormido com a advogada, porém apresentou diversas contradições sobre os fatos posteriores e o envolvimento no crime de feminicídio. Na DHPP, ele disse que a mulher teria caído e batido a cabeça.
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