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Terça-feira, 18 de junho de 2024

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ELEIÇÕES DE 2018

Justiça arquiva inquérito contra Emanuel e Botelho que investigava compra de votos

Foto: Reprodução

Justiça arquiva inquérito contra Emanuel e Botelho que investigava compra de votos
Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, juiz eleitoral  da 51ª ZE/MT, homologou arquivamento de inquérito que apurava possível crime de compra de votos nas eleições de 2018, supostamente cometidos pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho (UNIÃO).


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O Ministério Público Eleitoral instaurou inquérito policial para investigar denúncia de que Manoel Pereira Gonçalves, funcionário da subprefeitura dos distrito de Aguaçu, município de Cuiabá, estaria praticando a compra de votos para Emanuel e Botelho  nas eleições de 2018.

De acordo com o inquérito, cada voto custaria R$ 50. Os eleitores, então, para confirmar o voto, teriam que afirmar como eram as roupas usadas pelos candidatos na urna eletrônica, na ocasião.

Manoel foi monitorado por agentes e, no dia da eleição, através de fotos e vídeos,  chegou a ser flagrado transportando de eleitores. Ele ainda possuía lista de nomes e dados de títulos eleitorais.

A Polícia Federal, porém, entendeu que não existiram elementos suficientes que pudessem comprovar a prática de crimes eleitorais e peticionou pelo arquivamento do inquérito.

Esgotadas as diligências da investigação, autoridade policial concluiu pela inexistência de indícios mínimos que pudessem ensejar em autoria e materialidade, restando na impossibilidade de afirmar sobre indícios da prática de crimes eleitorais.

Instado a se manifestar, o MPE se posicionou pelo arquivamento do inquérito, o que foi acatado pelo magistrado. “Pelo exposto, ausentes os elementos de autoria e materialidade, acolho a pretensão formulada e homologo a promoção de arquivamento dos autos do inquérito”, discorreu Francisco.
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