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Sábado, 20 de abril de 2024

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Fiúza afirma que fraude aconteceu após ata ser enviada ao escritório de Paulo Taques e pede investigação da PF

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Fiúza afirma que fraude aconteceu após ata ser enviada ao escritório de Paulo Taques e pede investigação da PF
O empresário Paulo Fiúza (SD) protocolizou um pedido para a Polícia Federal investigar uma fraude na ata do registro de candidatura de Pedro Taques (PDT) ao Senado, em 2010, na qual ele teria sido colocado como segundo suplente, ao invés de primeiro, como teria sido no documento original. A solicitação aconteceu na quinta-feira passada (23).

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Fiúza afirma que uma perícia já comprovou a fraude no texto e nas assinaturas da ata, e agora é preciso encontrar o autor da falcatrua. Apesar de não dar nenhum palpite sobre quem teria cometido o suposto crime, o golpe, segundo disse o empresário, foi cometido após o envio da ata ao escritório de Paulo Zamar Taques, coordenador jurídico de Paulo Taques naquela eleição.

“Não posso dizer que houve má fé do segundo suplente José Medeiros, ou do Paulo Taques. Isso caberá a Polícia Federal descobrir. Mas, posso dizer quem foi beneficiado, que foi o Medeiros e o PPS”, disse Fiúza, em coletiva de imprensa realizada na tarde de segunda-feira (27). “E toda fraude aconteceu depois de enviarem a ata para o jurídico do Pedro (Taques), o escritório do Paulo Taques”, completou

O empresário também protocolizou um pedido para o Ministério Público Federal acompanhar as investigações da Polícia Federal. “Eles já deviam estar fazendo isso desde que se manifestaram nos processos existentes”, comentou.

Relembre o caso

O empresário Paulo Fiúza, que em 2010 era filiado ao PV, chegou a ser cotado para vice do então candidato a governador do Grupo, Mauro Mendes, mas acabou dividindo a suplência da senatoria de Pedro Taques com Zeca Viana (PDT). De acordo com Fiúza, desde o início ele seria o primeiro suplente e Viana o segundo, mas o pedetista desistiu e quem foi registrado em seu lugar foi José Medeiros (PPS), que acabou colocado como primeiro suplente.

Fiúza acreditava que a inversão teria sido resolvida durante o processo eleitoral, ainda mais devido várias outras conversar com membros da coligação “Mato Grosso Muito Mais”, os quais teriam dado garantias a ele de que resolveriam a questão. Contudo, no dia da votação, Fiúza viu seu nome como segundo suplente na urna eletrônica e então decidiu resolver o caso por si mesmo. Após requerer os documentos no TRE, descobriu que a ata levada não era aquela combinada em sua presença, mas outra, cujo seu nome constava como segundo suplente.

Paulo Fiúza então pediu uma laudo pericial sobre a ata e descobriu que as assinaturas haviam sido forjadas. O caso também foi levantado por Carlos Abicalil (PT), o qual tentou impugnar a candidatura de Taques devido à suposta fraude. Para não prejudicar Taques, Fiúza esperou a ação do petista ser extinta para ele mesmo acionar a Justiça.

Em primeira instância, o juiz André Pozetti extinguiu a Ação Declaratória de Nulidade interposta por Fiúza. A defesa do empresário já ingressou com um agravo e espera que o Pleno decida a favor do ex-PV, atual membro do Solidariedade.
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