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Segunda-feira, 20 de maio de 2024

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PRIMO POBRE?

Paulo Prado acusa imprensa de ‘canalhada’ e de preservar políticos, mas diz que MP não tem dinheiro para pagar “para falar bem”

Foto: Jana Pessôa/Setas-MT

Paulo Prado acusa imprensa de ‘canalhada’ e de preservar políticos, mas diz que MP não tem dinheiro para pagar “para falar bem”
“Nós [Ministério Público] não temos verbas e não subornamos ninguém para falar bem da gente. Nós temos de agir é na legalidade, no trabalho árduo e corajoso da nossa equipe de comunicação”. O desabafo partiu do procurador geral de Justiça, Paulo Roberto Prado, num ataque frontal à imprensa de Mato Grosso, ao citar em reunião do Conselho Superior do Ministério Público com os colegas na Procuradoria de Justiça que o governador Silval Barbosa (PMDB) e o presidente afastado da Assembleia Legislativa, deputado José Geraldo Riva (PSD), não são ‘atacados’ porque supostamente pagam aos veículos de comunicação.


“Nós sabemos que não vão falar mal do governador Silval; do deputado José Geraldo Riva; talvez nem do Éder Moraes. Na imprensa, entre falar mal deles e falar mal da gente. Lógico que não falam mal deles”, afirmou Prado.

“Eu enfrentei os jornalistas; dei a coletiva. Não aceito! Não vou aceitar! Essa canalhada não vai sujar o nome dessa instituição. Esses são patifes, vagabundos, desqualificados!”, vociferou o procurador geral de Justiça de Mato Grosso, num tom de voz elevado, principalmente para os parâmetros das reuniões que ocorrem no MP.

“Eu tenho 25 anos de instituição e dou meu sangue de manhã, à tarde e à noite. E não vou aceitar que vagabundo coloque o meu nome na imprensa. Ponha em xeque a credibilidade e meu caráter”, pontuou ele.

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A reportagem do Olha Jurídico apurou que Paulo Prado reuniu os procuradores para assegurar que tudo será esclarecido, inclusive o percentual de deságio da sua carta de crédito e que o colega Marcos Reginold foi afastado das funções, com a instauração de procedimento de investigação. “A nossa instituição preza pelo principio constitucional da ampla defesa.Vamos apurar o que tem que ser apurado”, prometeu.

“Estamos vivendo um momento extremamente delicado. Fomos alvos de uma injustiça tremenda. O Processo tem por escopo atingir instituição que vem na vanguarda de luta; na investigação de fraudes ao erário”, completou o procurador geral de Justiça.


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