Olhar Jurídico

Quinta-feira, 21 de março de 2019

Notícias / Criminal

Produtor rural denunciado por morte de engenheiro agrônomo consegue cela especial

Da Redação - Fabiana Mendes

14 Mar 2019 - 17:42

Foto: Reprodução

Detalhe: Vítima, Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos.

Detalhe: Vítima, Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos.

O juiz da Comarca de Porto dos Gaúchos acatou o pedido da defesa e manteve o produtor rural, Paulo Faruk De Morais, preso em cela especial na unidade prisional do município. Ele é denunciado por matar o engenheiro agrônomo, Silas Henrique Palmieri Maia, de 33 anos, no distrito de Novo Paraná, no último dia 18 de fevereiro.

Leia mais:
Produtor preso por morte de engenheiro agrônomo pede à Justiça direito de ser transferido ao CCC

Inicialmente, a defesa havia pedido a reclusão do produtor rural no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), local com capacidade para 50 presos, com ensino médio completo. A justificativa seria de que o mesmo estaria recolhido no Batalhão da Polícia Militar de Juara, diante da inexistência de cela especial na Cadeia Pública do município.
 
A Comarca de Nova Mutum atestou que o acusado tem direito a ser recolhido em quartéis ou a prisão especial, pois já exerceu a função de jurado durante os anos 2006 a 2009. Por sua vez, o MPE acatou o pedido e determinou que o produtor fosse mantido em cela especial, separado dos presos comuns, na unidade prisional de Porto dos Gaúchos.
 
“Assim, não há motivo que justifique o recolhimento de preso comum a quartel das Forças Armadas. Então, considerando que a medida de prisão especial está regularmente executada nos termos da legislação vigente, sendo inaplicável em Organizações Militares, conforme exposto acima, o indeferimento dos pedidos defensivos é medida em questão”, diz trecho da decisão da última segunda-feira (11).  
 
"Em respeito ao decidido em audiência de custódia mantenho o deferimento de prisão especial ao representado Paulo Faruk de Morais, a ser executada, nos termos e fundamentos desta decisão, em cela separada da unidade prisional desta comarca de Porto dos Gaúchos", decidiu.

À Polícia Civil, o produtor confessou que estava se sentindo incomodado com a presença da vítima na fazenda dele em decorrência de uma cobrança, mas que não desejava matá-lo. Ele contou que  tinha financiado o custeio da lavoura e agora, época de colheita, o financiador foi até a propriedade cobrar a parte dele, para que a soja não fosse vendida O engenheiro era o representante da empresa financiadora e estava fiscalizando a colheita. 
 Produtor rural que matou agrônomo se entrega e afirma que
 
O homicídio

Segundo uma testemunha que ajudou a socorrer Silas, era aproximadamente 13h00 quando ambos (vítima e testemunha) estavam sentados em uma mesa, na lanchonete Fogão a Lenha da Rodoviária do povoado Novo Paraná, município de Porto dos Gaúchos, quando sem notar a aproximação, se assustou com uma pessoa que chegou por trás, sacou uma pistola e efetuou dois ou mais disparos direto na cabeça da vítima, que caiu no chão já sem reação.

Em seguida o autor do crime saiu andando em direção ao seu veículo, olhando para trás para se certificar que havia matado à vítima. Imediatamente foi realizado socorro médico no Posto de Saúde daquele povoado, sendo depois a vítima encaminhada para Hospital de Porto dos Gaúchos. Para o transporte de Silas foi utilizada a caminhonete que ele próprio conduzia.


Atualizada às 12h06.

13 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • mso
    15 Mar 2019 às 14:54

    Aqui no Brasil é fácil matar e outras barbárie pois as Leis são atraentes a fazer tudo isso sem punição alguma ! o indivíduo nem pensa em nem uma consequência que possa ocorrer ! pois não há problema nem um ! Êta Brasil !!

  • janete
    15 Mar 2019 às 09:28

    O mínimo que se espera é que esse fazendeiro (assassino sem noção) apodreça na cadeia!

  • LUNETA
    15 Mar 2019 às 00:35

    DAQUI A POUCO O JUIZ VAI DETERMINAR QUE A FAMÍLIA DA VÍTIMA PAGUE PELA MUNIÇÃO GASTA QUE TIROU A VIDA DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO.

  • Márcio
    15 Mar 2019 às 00:02

    Mentira

  • Albino Pfeifer Neto
    14 Mar 2019 às 21:16

    Uma pessoa que não deseja matar, não sai com um revólver carregado e o descarrega na cabeça de outra pessoa. Sou Eng° Agr° como a vitima. Ele estava trabalhando. Talvez a justiça deva começar indenizando a família da vítima. Que tal tomar a fazenda deste assassino, leiloa-la para pagar a indenização? No Brasil não existe Justiça. Se rouba e se mata e fica dois ou três anos presos e depois sai na condicional. Para a família da vítima não sobra nada.

  • vasco
    14 Mar 2019 às 21:07

    Poque cela especial, pra esse assassino.

  • Antônio
    14 Mar 2019 às 20:49

    Quem tem grana tem vez... judiciário de MT

  • Joabe do Cristo Rei
    14 Mar 2019 às 20:23

    É só os Agente coloca ele em uma Sela sozinho e prega um papel escritu, "Sela Especial" resorvido.

  • boy
    14 Mar 2019 às 19:42

    Na covardia e ainda tem direito?O certo é não fazer! mas, Homem que homem não atira pelas costas.

  • Rose
    14 Mar 2019 às 18:38

    Covarde

Sitevip Internet