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Justiça de MT mantém prisão preventiva de acusado de lavar R$ 368 mil para o CV

Da Redação - Arthur Santos da Silva

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou pedido de revogação da prisão preventiva de Hamilton Silva Rebouças, acusado de envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. A decisão foi publicada em 3 de setembro. Hamilton é acusado de lavar R$ 368 mil em empresa de fachada.

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A defesa havia alegado ausência dos requisitos legais para a custódia, excesso de prazo e possibilidade de aplicação de medidas alternativas. O Ministério Público, porém, se manifestou contra a soltura, e o magistrado acatou o parecer.

Segundo a decisão, investigações apontam que Rebouças teria usado a empresa de fachada HL Construtora Ltda. para lavar dinheiro do tráfico de drogas na região de Confresa. Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que a empresa recebeu mais de mil transferências em dois meses, somando R$ 368 mil, utilizando a técnica conhecida como “smurfing” — depósitos fracionados para evitar a detecção por órgãos de controle.

O juiz destacou que há indícios de que a estrutura criminosa era “altamente organizada, com divisão de funções e sofisticação na prática delitiva”. Para ele, a manutenção da prisão é necessária para resguardar a ordem pública e interromper a atuação do grupo.

“Mesmo que o acusado apresente predicados pessoais favoráveis, estes não têm o condão de afastar a prisão preventiva diante da gravidade dos fatos e do risco de reiteração delitiva”, registrou Bezerra. Com a instrução processual já encerrada, o magistrado também afastou o argumento de excesso de prazo. A prisão de Hamilton Silva Rebouças, portanto, foi mantida.
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