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Sábado, 11 de abril de 2026

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rombo de R$ 400 milhões

Justiça Federal autoriza devolução de celular de ex-diretora da Unimed delatora na Operação Bilanz

Foto: Reprodução

Justiça Federal autoriza devolução de celular de ex-diretora da Unimed delatora na Operação Bilanz
O juiz Jeferson Schneider, da 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso, autorizou a restituição de um aparelho celular à ex-diretora financeira da Unimed Cuiabá, Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma. A decisão, disponibilizada em 20 de março de 2026, ocorre no âmbito das investigações da Operação Bilanz, que apura um rombo financeiro estimado em R$ 400 milhões na cooperativa de saúde.


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Suzana Palma, que firmou um acordo de delação premiada, solicitou a devolução de um iPhone 14 Pro Max. O dispositivo havia sido apreendido pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos para colher provas sobre o suposto esquema financeiro.

A defesa da ex-diretora argumentou que a manutenção da apreensão não era mais necessária, uma vez que a extração de dados do aparelho já havia sido concluída. Inicialmente, o Ministério Público Federal (MPF) e a autoridade policial foram contrários à liberação, alegando que a análise das informações extraídas ainda estava pendente. No entanto, após a conclusão do Relatório de Análise do Material Apreendido, o MPF mudou seu posicionamento e manifestou-se favoravelmente à entrega do bem.

Para conceder a restituição, o magistrado verificou que o item não possui mais relevância para a continuidade do inquérito ou da ação penal. “Cumpre deferir a restituição do bem à requerente”. A decisão também ressaltou que foram cumpridos os requisitos legais, como a comprovação da propriedade do bem e o fato de o aparelho não ser considerado um produto de crime ou instrumento de ato ilícito.

Com o deferimento, a defesa de Suzana Palma tem o prazo de 90 dias para realizar a retirada do celular junto à Polícia Federal. Caso o aparelho não seja buscado dentro deste período, a Justiça determinou que o dispositivo seja destruído. O caso segue tramitando na esfera federal, onde se apura a responsabilidade pelo déficit milionário na gestão da cooperativa,
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