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Segunda-feira, 16 de março de 2026

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LÍDER DE FACÇÃO

"Chefona" do tráfico consegue domiciliar no TJ para cuidar de filhos menores

Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça (TJMT) concedeu domiciliar à Ingride Fontinelles Morais, acusada de ser uma das “chefonas” de facção investigada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A paciente foi presa em 3 de agosto de 2025 em um shopping no Rio de Janeiro. Em acórdão publicado nesta segunda-feira (9), os magistrados da Segunda Câmara Criminal concederam habeas corpus à Ingride.


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Conforme os autos, a paciente é mãe de duas crianças menores de 12 anos, com idades de 5 e 2 anos, sendo a única responsável legal pelas filhas. As certidões de nascimento juntadas ao processo não indicam a figura paterna, e foi demonstrada a falta de rede familiar de apoio capaz de assumir os cuidados das crianças.
 
Ao analisar o caso, o Tribunal entendeu que a demora injustificada na apreciação do pedido violou o princípio da razoável duração do processo e legitimou a impetração do habeas corpus, afastando a alegação de supressão de instância. Destacou-se que o próprio juízo da audiência de custódia, realizada após a prisão no Rio de Janeiro, reconheceu não ter competência para decidir sobre a prisão domiciliar, atribuindo a análise ao juízo de Sinop, que permaneceu inerte.
 
No mérito, a Corte decretou substituição da prisão preventiva por domiciliar, considerando que Ingride é mulher e mãe de criança menor de 12 anos.
 
Os crimes imputados à paciente — organização criminosa e lavagem de dinheiro — foram classificados como delitos sem violência ou grave ameaça à pessoa. A decisão destacou ainda que não houve demonstração concreta de que a investigada exercesse posição de liderança na suposta organização criminosa ou que sua permanência em prisão domiciliar representasse risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
Em agosto, a Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana (RJ), prendeu Priscila Moreira Janis, conhecida como “Mana Isa”, e Ingride Fontinelles Morais, conhecida como “Mulher do Bruchudo”. Ambas são apontadas como chefes de uma facção criminosa em Sorriso e estavam foragidas no Rio de Janeiro. Elas estavam foragidas há quase dois anos, morando em comunidades no Rio de Janeiro. As duas foram presas em um shopping de Jacarepaguá (RJ).

Ingride foi presa por organização criminosa e tráfico de drogas e Priscila por organização criminosa e homicídio. Mesmo após já estarem escondidas no Rio de Janeiro, as duas seguiram ordenando crimes em Mato Grosso.

Desde 2022, Priscila atua na liderança do tráfico de drogas e é responsável por autorizar diversas execuções de rivais em Mato Grosso. Ela ainda causou uma ruptura no grupo e a criação de uma facção rival pelos que não concordavam com a quantidade de “salves” e “decretos” de mortes. 

A mãe de Ingride, Maria Ciane Fontinelles, chegou a ser presa no ano passado no Rio de Janeiro. 
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