A modelo Stephany Leal Vareiro está pedindo que o agressor Alexandre Franzner Pisetta, empresário que está preso, seja responsabilizado penalmente pelo crime de estupro, e que continue preso pelos episódios de agressão contra ela pelo qual fora flagrado. Manifestação foi assinada na semana passada pela defesa da modelo, patrocinada pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda.
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No mesmo contexto das agressões físicas ocorridas no dia 15 de maio, além da violência física e psicológica já relatada, Alexandre constrangeu Stephany mediante violência e ameaça, a praticar o crime de estupro, consistente em ato libidinoso diverso da conjunção carnal. Nos mesmos registros que flagraram Alexandre a espancando Stephany, existe um vídeo em que ele aparece tentando penetrá-la com os dedos – ato que foi prontamente repreendido por ela.
A defesa, portanto, requer que a 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica Contra a Mulher de Cuiabá, responsável por decretar a prisão de Alexandre, o responsabilize diante do fato novo (crime de estupro – ato libidinoso diverso da conjunção carnal) e da prova material apresentada, adote as providências cabíveis para a persecução penal deste delito.
“A revelação deste novum probatório reforça drasticamente a necessidade da custódia cautelar. Se a prisão preventiva já se justificava pela violência doméstica e risco à integridade física (Art. 312 c/c 313, III, CPP), a superveniência de prova visual de crime contra a dignidade sexual, praticado no mesmo contexto das agressões, eleva o periculum libertatis ao grau máximo. A liberdade do Investigado, neste momento, representaria risco real e imediato à vida da Vítima”, anotou a defesa, que também solicitou providências do Ministério Público, a manutenção do cárcere e o segredo do processo.
No dia 4 de dezembro, Stephany, de 21 anos, expôs os episódios em suas redes sociais. Nos vídeos, Alexandre aparece a espancando e, em um deles, tentando penetração carnal sem o consentimento dela.
Após ser submetido a audiência de custódia, Alexandre, que também se declara vendedor autônomo, teve a prisão em flagrante homologada e, diante da gravidade do caso, foi detido preventivamente.
A designer detalhou um padrão de contato agressivo no qual o suspeito misturava tentativas de reconciliação, como o envio de presentes e dinheiro, com contínuas injúrias e ameaças de morte proferidas por ele, que se recusa a aceitar o término do relacionamento.
A situação escalou dramaticamente quando o suspeito, motivado por ciúmes e posse, enviou mensagens explícitas ameaçando matar a vítima e seu vizinho, levando a comunicante a registrar formalmente os fatos e informar que ele possuía uma arma de fogo.
Diante da gravidade dos relatos e do histórico de violência, o juiz converteu o flagrante em prisão preventiva, justificando que a segregação era essencial para garantir a integridade física e psicológica da vítima e evitar que a situação evoluísse para um feminicídio.
No dia 3 de dezembro, a jovem estava bastante amedrontada e com medo das perseguições e da violência psicológica que continuava sendo praticada pelo agressor.
Durante atendimento no Plantão 24h de Atendimento a Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, a vítima foi acolhida e acalmada pela equipe, sendo, em seguida, ouvida pela delegada plantonista.
Diante das informações repassadas pela vítima, os policiais civis imediatamente passaram a diligenciar e localizaram o investigado em uma residência no bairro Jardim das Américas.
O suspeito foi conduzido até a unidade especializada de plantão, interrogado e autuado em flagrante pelos crimes de descumprimento de medidas protetivas, ameaça e injúria.
Após a confecção dos autos e as providências cabíveis, ele seguiu preso e agora está à disposição da Justiça, que por sua vez, o denunciou e o manteve encarcerado.