Olhar Jurídico

Quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Notícias | Criminal

VAI REPRESENTAR CONTRA DIRETOR

Defesa de advogado nega tentativa de fuga e alega perseguição após queixas

Foto: Reprodução

Defesa de advogado nega tentativa de fuga e alega perseguição após queixas
A defesa do advogado Nauder Júnior Alves Andrade, que teria tentado fugir do Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, alegou que houve uma armação contra Nauder, negando a tentativa de fuga, em decorrência da postura dele em exigir seus direitos. Disse também que está preparando uma representação criminal contra o diretor do presídio e os policiais penais envolvidos.


Leia mais:
Feminicídio tentado, assassinato de investigador e calúnia: os advogados acusados de tentar fugir da cadeia em VG

Conforme relatos, a tentativa de fuga teria ocorrido por volta de 1h de quarta-feira (5). Um policial penal que estava na torre de vigilância ouviu barulho vindo da sala e solicitou que uma equipe fizesse a checagem. Ao entrarem no local, os policiais penais teriam verificado que o ferrolho da grade do banho de sol estava solto, demonstrando que foi danificado. Foi feita uma revista e foram encontrados indícios que caracterizam a tentativa de fuga, além de diversos materiais no espaço dos suspeitos.

A defesa de Nauder, porém, afirma que não houve qualquer tentativa de fuga, apontando também falhas na segurança da unidade prisional, que permitiu a entrada de objetos como discos de corte e cordas, sendo que o acesso é controlado exclusivamente por policiais penais.

"Nenhum dos detentos foi encontrado tentando fugir ou portando objeto ilícito. A suposta ‘tentativa de fuga’ baseia-se exclusivamente em objetos supostamente localizados na cela, sem qualquer flagrância real. Nauder Júnior relatou, desde os primeiros interrogatórios, que estava dormindo quando foi acordado por agentes, sendo surpreendido por acusações infundadas e materiais que afirma categoricamente não lhe pertencerem", argumentou.

A defesa ainda destacou que seria impossível realizar a fuga a partir da Sala de Estado-Maior, sendo que, para isso, seria necessário romper o cofre interno da cela, superar os alambrados internos e transpor os muros, que são monitorados por câmeras 24 horas por dia. O argumento é que houve uma armação.

“A defesa sustenta que os fatos revelam uma ação coordenada para incriminar o custodiado, como represália à postura firme que vinha adotando no cumprimento de seus direitos. Nauder vinha reivindicando: Direito a banho de sol; Estrutura mínima para atendimento e audiências; Condições condizentes com a Sala de Estado-Maior, conforme previsto na Lei nº8.906/94 (Estatuto da OAB)”, pontuou.

Além disso, alegou que Nauder sofre represálias por ter relatado à Justiça, em audiência de custódia, que sofreu agressões físicas, empurrões, chutes e revista vexatória, sendo obrigado a se despir integralmente.

“Há farta documentação indicando que a narrativa construída foi produto de uma reação institucional contra o exercício legítimo do direito de defesa e das prerrogativas da advocacia”.

Por fim, a defesa de Nauder afirmou que está preparando uma representação criminal contra o diretor do presídio e contra os policiais penais envolvidos, “com base em indícios de agressões, abuso de autoridade, fraude processual e denunciação caluniosa”. Disse que a conduta será formalmente apurada no inquérito já instaurado por determinação judicial.
Entre em nossa comunidade do WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Assine nossa conta no YouTube, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet