Carlos Alberto de Oliveira Lima, preso em flagrante pela Polícia Militar na tarde desta terça-feira (02), horas após o corpo de mais de uma vítima do Tribunal do Crime ter sido encontrado na região da Praia Grande, em Várzea Grande, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia feita na tarde desta quarta-feira (03).
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A audiência foi presidida pelo juiz Pierro de Farias Mendes, que determinou a conversão da prisão do suspeito, apontado como disciplina do Comando Vermelho, o juiz asseverou que embora ele não tenha antecedentes, sua posição dentro das fileiras da facção é perigosa a ordem pública.
“Com efeito, diante das provas colhidas até o momento, vejo que, embora não exista antecedentes, o acusado é pessoa perigosa, sendo taxado como “disciplina” da organização criminosa “Comando Vermelho”. Sendo assim, a prisão do increpado servirá para evitar a reprodução de novos delitos, como também para precaver o meio social e a credibilidade da justiça, sendo que a clausura processual impõe-se para garantia da ordem pública e garantia da aplicação da lei penal.”, diz trecho da decisão.
Conforme informações da Polícia Militar, os agentes precisaram usar da força para deter o suspeito, que ao ver a chegada dos agentes, dispensou munição de calibre 38 e drogas.
Embora Carlos Alberto tenha ficado em silêncio em seu depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), aos policiais militares ele confessou sua participação na morte do homem, relatando ainda que mais dois suspeitos o ajudaram.
Já a namorada de Carlos teve a prisão em flagrante revogada e a liberdade provisória estabelecida, sem o pagamento de fiança.
O caso é investigado.