Considerado o número um na hierarquia da facção criminosa Comando Vermelho em Mato Grosso, Sandro da Silva Rabelo, o vulgo Sandro Louco, terá direito a receber visitas da esposa, num prazo máximo de 10 dias. A decisão é do juiz da Vara de Execuções Penais, Geraldo Fidelis, que atendeu uma justificativa psiquiátrica de que o isolamento de Sandro na Penitenciária Central do Estado pode lhe causar depressão.
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Apesar de antes o magistrado já ter negado vários outros pedidos de visita, dessa foi autorizada a chamada visita extraordinária, onde a esposa de Sandro, Thaisa Souza de Almeida, precisa comunicar a direção do presídio o dia da visita e falar com Sandro no Parlatório. "Nada de visita íntima", destacou o magistrado.
Outro detalhe importante é que Thaisa não precisará e nem poderá fazer carteirinha de visitante de preso. "A confecção é incabível. É o direito de toda pessoa privada de liberdade receber visitas, mediante confecção de carteirinha. Não é o caso da referida requerente", cita trecho da decisão.
Para liberar a visita, que está limitada em quatro por ano, ou seja, a cada três meses, o magistrado informa os motivos e destaca a situação da possibilidade de depressão. "Evidências apontam que o confinamento solitário pode resultar não só em quadros psicóticos, mas também no surgimento de depressão e e uma deteriorização global do bem-estar psicológico do individuo", diz trecho da análise médica que embasou a decisão do juiz Geraldo Fidelis.
O magistrado confirma que em dez dias deve acontecer a primeira visita. "Consigno que o prazo máximo para a primeira visita extraordinária, no parlatório da unidade, e devidamente anunciada à direção da PCE, em 10 dias", concluiu o magistrado.
Sandro Louco atualmente está detido no Raio 8 da PCE, em um setor denominado de isolamento. Sem outra pessoa na cela e impedido de receber visitas. Apenas com duas horas de banho de sol diariamente.