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Domingo, 14 de julho de 2024

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OPERAÇÃO RAGNATELA

Desembargador reconhece erro e manda soltar ex-sócio de peixaria que foi preso por suposta ligação com o CV

Foto: Reprodução

Desembargador reconhece erro e manda soltar ex-sócio de peixaria que foi preso por suposta ligação com o CV
O desembargador Luiz Ferreira da Silva, da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, substituiu a prisão preventiva de Lauriano Silva Gomes da Cruz por medidas cautelares, como monitoramento eletrônica e proibição de se ausentar de Cuiabá sem avisar a justiça. Ele foi alvo de um mandado de prisão preventiva na Operação Ragnatela, que apura crime de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa por meio da aquisição de casas de shows e realização de eventos nacionais.


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A defesa apontou que o juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), que autorizou a ação policial, errou ao decretar a prisão preventiva de Lauriano, uma vez que ele era sócio da Peixaria Mangueira, ao passo que a suposta organização usava a empresa de nome semelhante, CT Mangueiras, cujo proprietário é o ex-jogador João Lennon Arruda, para lavar dinheiro.

Também foi sustentado, além da confusão entre os nomes, que Lauriano já não era mais sócio da peixaria há mais de três anos, e que não há citação alguma em relação à sua empresa ou demais investigados.

"Destacam que há pesos e medidas desproporcionais em utilizar-se a ausência de contemporaneidade para brecar a produção de provas em desfavor do coinvestigado Winkler de Freitas Teles, como também na concessão das 'liminares liberatórias no âmbito deste TJMT no já citado (paciente Kamilla Beretta Bertoni) e no HC (paciente Rodrigo de Souza Leal)', e ignorar esse mesmo elemento de convicção para manter a prisão preventiva do paciente, razão pela qual entendem que houve violação à regra da isonomia", complementa o relatório da decisão.

Examinando o caso, o desembargador citou que a prisão de Lauriano foi decretada com base numa mensagem entre os investigados Rodrigo Leal e William Aparecido da Costa Pereira, o William Gordão, em que falam que iriam levar o produtor do MC Kuririn ao CT Mangueiras.

William chegou a ser sócio de Lauriano na Peixaria Mangueiras, o que fez com que a Polícia Federal entendesse que as alterações societárias teriam ocorrido para despistas as investigações. Todavia, quando houve a troca de mensagens entre Gordão e o produtor de eventos, Lauriano já não era mais proprietário da peixaria.

Além disso, o magistrado considerou prematuro presumir que as transferências e depósitos de William para a conta da peixaria sejam oriundos de lavagem de dinheiro.

Ao deferir o habeas corpus, o magistrado impôs medidas cautelares, como a proibição de sair de Cuiabá sem autorização judicial, não manter contato com demais investigados e monitoramento eletrônico.

(Com informações da assessoria)
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