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Quarta-feira, 17 de julho de 2024

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LIDERADOS POR TIA ANA, DO CV

Juíza condena a mais de 165 anos de prisão quadrilha que roubava cargas em MT

Foto: PJC/MT

Juíza condena a mais de 165 anos de prisão quadrilha que roubava cargas em MT
A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 2ª Vara Criminal de Rondonópolis, condenou seis integrantes de organização criminosa a penas que, somadas, chegam a mais de 150 anos de reclusão. Liderados por Ana Maria Taveira, a “Tia Ana”, no envolvimento em roubos de carga em Mato Grosso, eles foram alvos da Operação Carga Pesada, deflagrada em 2022 pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá).


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Identificada como líder do grupo criminoso e liderança do Comando Vermelho, Ana Maria Taveira, a “Tia Ana” foi condenada a pena de 40 anos e seis meses de reclusão e seu braço direito, Elimar Coimbra da Silva, recebeu a sentença de 30 anos e oito meses de prisão.

Outros quatro integrantes do grupo, Augusto Pereira de Meneses, Edimar de Souza Rocha, Romário dos Santos Silva e Júlio Fernandes Ribeiro dos Santos foram condenados a penas que variam de 24 a 26 anos de reclusão.

As investigações da Derf de Rondonópolis, coordenadas pelo delegado Santiago Rozendo Sanches, identificaram a associação criminosa armada que atuava em roubos de cargas na cidade e região. O grupo é liderado por “Tia Ana”, responsável por organizar as ações criminosas e aliciar os comparsas para a execução dos roubos.

Elimar Coimbra era a pessoa incumbida de fazer a preparação e logística da quadrilha e também por cuidar dos cativeiros para onde eram levados os motoristas rendidos pelo bando criminoso.
 
A juíza fixou o regime fechado para o início do cumprimento das penas, negou aos réus o direito de recorrerem em liberdade e ainda manteve a prisão dos mesmos.
 
“Verifico que ainda estão presentes os fundamentos para a manutenção da prisão cautelar, pois seria um verdadeiro despropósito os réus responderem a todo o processo presos e condenados pela prática de associação criminosa armada e crimes hediondos, previsto no art. 1º, inciso II, “b”, da Lei 8.072/90 (dois roubos majorados pelo emprego de arma de fogo), praticados mediante violência e grave ameaça contra as pessoas das vítimas, com restrição de suas liberdades, por várias horas, em concurso de agentes, serem colocados em liberdade”, proferiu a magistrada, em sentença publicada no último dia 10.

Modo de ação

A investigação apurou que a associação criminosa agia entrando em contato com uma vítima, previamente escolhida, e simulava a necessidade de pesar a carga ou trocar a nota do produto. A partir deste contato, era marcado um local de encontro, onde o motorista ao chegar, era rendido e levado a um cativeiro.

Com auxílio de um bloqueador de sinal de GPS, o caminhão era levado com a carga até um barracão, onde era descarregado. Depois a vítima era liberada em algum local da cidade. Os investigadores da Derf identificaram que um dos integrantes da quadrilha utilizava a própria casa, no bairro Monte Líbano, como cativeiro das vítimas.

O delegado responsável pelas investigações, Santiago Rozendo, destacou que a investigação da Derf de Rondonópolis desestabilizou o grupo criminoso que vinha atuando na região sul do estado, no roubo de cargas, especialmente de fertilizantes.

(Com informações da assessoria)
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