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Domingo, 25 de julho de 2021

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Novo processo da Rota Final pede reparação de R$ 86 milhões e perda de cargos públicos

Da Redação - Arthur Santos da Silva

21 Jul 2021 - 11:02

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Novo processo da Rota Final pede reparação de R$ 86 milhões e perda de cargos públicos
Nova denúncia proposta pelo Ministério Público (MPE) em consequência da Operação Rota Final requer que seja fixado um valor mínimo para a reparação dos danos causados no montante de R$ 86 milhões e, ainda, a perda do cargo, função pública e mandato eletivo eventualmente ocupado pelos denunciados.

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Entre os processados está o deputado estadual Dilmar Dal bosco. Outros processados são: Éder Augusto Pinheiro, Max Willian de Barros Lima, Júlio César Sales de Lima, Wagner Ávila do Nascimento, José Eduardo Pena, Adriano Medeiros Barbosa, Pedro Inácio Wiegert, Andrigo Gaspar Wiegert, Glauciane Vargas Wiegert, Silval da Cunha Barbosa, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, Francisco Gomes de Andrade Lima Neto, Carla Maria Vieira de Andrade Lima, Luís Arnaldo Faria de Mello, Idmar Favaretto, Marcos Antônio Pereira, Alessandra Paiva Pinheiro e Cristiane Cordeiro Leite Geraldino.
 
Segundo o MPE, investigações demonstraram a existência de uma Organização Criminosa liderada pelo empresário Éder Augusto Pinheiro. Grupo tinha como principal objetivo impedir a implantação do novo Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado de Mato Grosso e, para tanto, os integrantes da agremiação lançaram mão dos mais variados meios criminosos para inviabilizar a Concorrência Pública nº 01/2017, deflagrada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).
 
Sem a realização do certame licitatório as empresas ligadas aos envolvidos prosseguiriam a explorar, em caráter precário, inúmeras linhas de transporte intermunicipal, mantendo, dessa forma, o domínio econômico do setor, conforma vinha ocorrendo há várias décadas e garantindo lucros exorbitantes em detrimento da adequada prestação do serviço.
 
A Denúncia, contendo 286 laudas, foi apresentada pelo coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco Criminal), procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda. São narrados crimes de Organização Criminosa, Corrupção Ativa e Passiva, Lavagem de Dinheiro, Impedimento e Perturbação à Licitação, Afastamento de Licitantes, e Crime Contra a Economia Popular.

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