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Domingo, 07 de março de 2021

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Delator acusa Wilson Santos de Caixa 2 e aponta empréstimos pagos com contratos públicos

Da Redação - Arthur Santos da Silva

23 Fev 2021 - 14:01

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Delator acusa Wilson Santos de Caixa 2 e aponta empréstimos pagos com contratos públicos
Inquérito na Justiça Eleitoral traz informações sobre possíveis crimes de caixa dois cometidos pelo ex-prefeito de Cuiabá e atual deputado estadual, Wilson Santos (PSDB). Informações foram inicialmente expostas pelo ex-secretário de Educação e atual delator premiado, Permínio Pinto.

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O colaborador avisou ainda sobre empréstimos suspeitos para pagamentos de dívidas eleitorais. As negociações com a instituição financeira eram compensadas indiretamente pelo poder público. A instituição supostamente utilizada foi o Bic Banco, conhecida por esquemas revelados na Operação Ararath.
 
Conforme delatado, Permínio, na condição de vereador em Cuiabá, recebeu em 2008 um convite do então prefeito da Capital, Wilson Santos, político em busca de reeleição, para ser um dos coordenadores de sua campanha. Convite foi prontamente aceito em razão do compromisso partidário que Permínio mantinha com o PSDB.
 
O delator explicou em seu acordo que participou de diversos áreas da campanha: política, área de mobilização, infraestrutura e financeira. No que se refere ao setor financeiro da campanha, conforme Permínio, as receitas tiveram origem, em síntese, em três eixos: oficiais de campanha, receitas não contabilizadas e as receitas após o término das eleições (restos a pagar).
 
Em relação as receitas não contabilizadas, em algumas ocasiões, a pedido do então prefeito, Perminio arrecadou valores junto a diversas empresas de Cuiabá, algumas prestadoras de serviços do município.  
 
Após o período eleitoral, as empresas também tomaram empréstimos junto à instituição financeira BIC Banco que, por sua vez, recebia um aval da Prefeitura de Cuiabá informando créditos que as empresas tinham a receber do município.
 
Posteriormente, quando referidas empresas recebiam valores da prefeitura, oriundos de seus contratos em vigência, as mesmas realizavam a quitação do empréstimo tomado junto ao BIC Banco.
 
As seguintes empresas foram delatadas em documento intitulado "receitas":
 
Encomind e Três Irmãos (consórcio que prestava serviço) R$ 5,9 milhões
Constil - R$ 650 mil
Construtora Nhambiquara - R$ 900 mil
Werner (empresário) - R$ 376 mil
Atrativa (empresa construtora) - R$ 200 mil
Nota Control - R$ 200 mil
Ailon (empresário) - R$ 200 mil
Uberluz - R$ 250 mil
Armando Oliveira (empresário) - R$ 130 mil
Elias (irmão de Wilson Santos) - valor R$ 180 mil
Milan (Jandir Milan) - R$ 30 mil
Rede Cemat - R$ 150 mil
Trimeq (construtora), valor R$ 100 mil
Empréstimos (não sabe declinar) - R$ 640 mil
Agrimat (construtora), valor R$ 270 mil
Avalone - R$ 46 mil
Totalizando R$ 10 milhões
 
Pós eleição
 
Nhambiquara, valor R$ 1.419.500,00
Constil, valor R$ 250 mil
Encomind e Três Irmãos valor R$ 174 mil
Conspavi (construtora) - R$ 500 mil
 
Nota de esclarecimento


O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) informa que pauta sua carreira política pela lisura, transparência e legalidade dos seus atos, declarando todas as despesas de campanha oficialmente à Justiça Eleitoral.

A maior prova disso é que jamais houve qualquer denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral por despesas irregulares.

Todas as contas de campanha foram devidamente aprovadas pela Justiça Eleitoral sem qualquer ressalva

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