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Domingo, 07 de março de 2021

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Perícia em celular de Jarbas aponta tentativa de intervenções na investigação dos grampos

Da Redação - Wesley Santiago/Arthur Santos da Silva

22 Fev 2021 - 10:38

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Perícia em celular de Jarbas aponta tentativa de intervenções na investigação dos grampos
Perícia realizada no celular do ex-secretário de Segurança Publica do estado, Rogers Jarbas, aponta que ele tentou atrapalhar a investigação sobre as interceptações ilegais. O então comandante da Pasta trazia para si a responsabilidade de dar suporte ao grupo político para blindar o governo. O aparelho foi apreendido na operação Esdras e mostra conversas entre ele e a esposa do coronel Evandro Lesco, que pediu para ele intervir em certas situações.

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Em uma conversa de 2017 entre ele e Helen Lesco, mulher do coronel Evandro Lesco, que foi secretário da Casa Militar, ela faz uma ligação para Jarbas e, posteriormente, manda uma mensagem dizendo “pelo amor de Deus, não deixe isso acontecer”, aponta o documento obtido pelo Olhar Jurídico.

O fato que chama atenção é que, no mesmo dia, o desembargador Orlando Perri havia determinado a transferência dos réus no caso dos grampos para um presídio de segurança máxima. Isso não aconteceu com Lesco por conta da falta de vaga no presídio federal.

A ligação e áudios enviados nesta conversa não foram recuperados pela perícia. 

Conversa com Stringuetta

Em outra conversa, Helen diz a Jarbas que o delegado Flavio Stringuetta, que fazia parte da investigação da grampolândia à època, teria feito ataques ao ex-secretário e esteve na casa dela para fazer perguntas sem uma ordem judicial, de forma extraoficial.

Helen pediu para que ele não cite o nome de Evandro Lesco. Rogers então diz: 'não responde ao Flávio. Não vale a pena”.

Pressão

O então secretário teria também “coagido” as delegadas Alana Darlene e Alessandra Saturnino a prestar declarações. O objetivo seria proteger o ex-governador Pedro Taques.

Jarbas também teria ameaçado os delegados Flávio Henrique Stringueta e Ana Cristina Feldner, à época, responsáveis pelo inquérito da 'grampolândia' no âmbito da Polícia Civil.

Grampos

Segundo a delegada Ana Cristina Feldner, atual responsável por dar sequência às investigações dos grampos ilegais, a pandemia atrasou um pouco os trabalhos, que nunca foram paralisados. 

A Justiça determinou um prazo para que se termine o inquérito do ex-secretário Rogers Jarbas, algo que ele já reclamou bastante no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Polícia Civil aguarda alguns trâmites para dar prosseguimento e finalizar os trabalhos.

 

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