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Terça-feira, 02 de março de 2021

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Morte de empresária gera 'repulsa' e potencializa a 'sensação de insegurança', diz juiz ao manter prisões

Da Redação - Arthur Santos da Silva

22 Fev 2021 - 09:24

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Morte de empresária gera 'repulsa' e potencializa a 'sensação de insegurança', diz juiz ao manter prisões
Ao manter as prisões dos acusados pela morte da empresária Rosimeire Soares Perin, o juiz Abel Balbino Guimarães, plantonista no fim de semana, salientou que Jefferson Rodrigues da Silva, 33, e Pedro Paulo de Arruda, 29, praticaram crime que gera “repulsa” na população e potencializa a “sensação de insegurança”. Informação consta em documento da audiência de custódia.

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Jefferson e Pedro Paulo chegaram a afirmar a existência de abusos durante a prisão. “Quanto a este particular estando presente o Exame de Corpo de Delito cabe ao Ministério Público titular da vara tomar as providências que entender cabíveis e necessárias nos termos da lei”, explicou o juiz.
 
Sobre Jefferson, o magistrado ainda salientou que “o apresentado solto deixa as testemunhas amedrontadas”. Abel Baldino explicou que medida cautelar diversa da prisão não adiantaria, pois o preso estava usando tornozeleira eletrônica.
 
“O apresentado ao ser preso fazia uso de tornozeleira eletrônica, estava cumprindo pena no regime semiaberto, no entanto, continua a se envolver em situações criminosa graves, em franco desrespeito à lei penal”.
 
Dívida de pouco mais de R$ 1,250 foi apontada pela Polícia Civil como a motivação para o homicídio cometido contra a empresária. O corpo foi localizado na quinta-feira (18), em uma estrada de acesso ao distrito de Passagem da Conceição, em Várzea Grande.
 
Rosemeire trabalhava há mais de 10 anos com a venda de produtos e embalagens para festas, máquina de sorvetes e outros equipamentos do ramo. Na terça-feira, ela foi até Várzea Grande para entregar um produto que o autor do homicídio, Jefferson Rodrigues, havia adquirido e cobrar uma dívida.
 
A vítima já tinha uma relação de comerciante e cliente com o suspeito, cuja família trabalhava há dez anos com a venda de sorvetes. E recentemente ele decidiu voltar a trabalhar com sorvetes.
 
A empresária então foi até à quitinete do suspeito mora, no Jardim Paula I, em Várzea Grande, para fazer o teste do batedor adquirido por ele e cobrou os valores devidos. O suspeito não gostou de ser cobrado e deu um golpe que a deixou desacordada, amarrou a vítima com fita adesiva e a amordaçou.
 
Passado um tempo, ela despertou e, segundo o suspeito declarou, em um momento de suposto desespero por receio de retornar ao regime fechado (cumpria medida cautelar da Justiça no regime semiaberto), ele pegou uma faca de cozinha e golpeou o pescoço da vítima.

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