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Terça-feira, 01 de dezembro de 2020

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Tribunal de Justiça mantém prisão de PMs flagrados atirando no rosto de mulher

Da Redação - Vinicius Mendes

19 Nov 2020 - 11:46

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto / Reprodução

Tribunal de Justiça mantém prisão de PMs flagrados atirando no rosto de mulher
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a prisão de Ezio Souza Dias e Weberth Batista Ribeiro, soldados da Polícia Militar acusados de atirar no rosto de uma mulher no meio da rua, em Sorriso (a 397 km de Cuiabá), em janeiro deste ano. Os dois estão afastados de seus cargos. A decisão foi unânime.
 
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No último mês de outubro o desembargador Juvenal Pereira da Silva, o relator do processo, em decisão monocrática já havia negado o recurso de habeas corpus. Ezio e Weberth recorreram contra decisão da 1ª Vara Criminal de Sorriso, que os manteve presos.
 
A decisão do colegiado foi proferida nesta semana. A Terceira Câmara Criminal, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do relator.
 
“Da análise dos fatos e documentos que instruem a impetração e, considerando que os pacientes, agora pronunciados, permaneceram presos durante a instrução criminal, é possível constatar que a manutenção da segregação cautelar, a princípio, é necessária para garantia da ordem pública, razões pelas quais não se vislumbra a existência de constrangimento ilegal”, diz trecho do acórdão.
 
O caso
 
O crime ocorreu no dia 17 de janeiro de 2020. A vítima estava a mulher sentada em um banco, com o namorado, e momentos depois os policiais, sem farda, se aproximam. Um dos suspeitos então aponta uma arma para a vítima e atira. O outro suspeito bate na cabeça do homem que acompanhava a mulher.
 
Um vídeo capturado por câmera de segurança registrou tudo. Após a primeira agressão a mulher então se levanta e o segundo suspeito começa a agredi-la. O homem armado então retorna e dispara contra ela, que cai ao chão. Os dois policiais então saem andando.
 
Segundo o namorado da mulher baleada, os dois suspeitos estavam visivelmente embriagados. A vítima teve que passar por cirurgia e sobreviveu. Nenhuma das vítimas conhecia os suspeitos.

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