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Quinta-feira, 22 de outubro de 2020

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Juiz absolve empresário denunciado por posse irregular de armas importadas

Da Redação - Arthur Santos da Silva

23 Set 2020 - 17:08

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Juiz absolve empresário denunciado por posse irregular de armas importadas
O juiz João Bosco Soares, da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá, decidiu absolver o empresário Marcelo Cestaria do crime de posse irregular de quatro armas de fogo. Decisão é do dia 22 de setembro e seguiu parecer do Ministério Público (MPE), na figura do promotor de Justiça Marcos Regenold.

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Há outro indiciamento sobre mais duas armas aguardando denúncia e julgamento. Marcelo é pai da adolescente acusada de matar a amiga no Condomínio Alphaville, em Cuiabá.
 
No dia do homicídio, a polícia encontrou seis armas na casa da família Cestari. Marcelo acabou preso. Quatro armas foram localizadas sem registro, porém, como eram provenientes do exterior, possuíam guia de transporte, documentação de compra, autorização do exército. 
 
Outras duas armas estavam registradas em nome de Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa. As duas de propriedade de Glauco são objeto de investigação em outro Inquérito Policial instaurado na Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
 
Separando os inquéritos, a polícia primeiramente indiciou Marcelo Cestari apenas pelo crime de posse irregular em relação as quatro armas que não possuíam documentação.

O empresário, porém, conseguiu comprovar a regularidade através das guias de trânsito emitidas pelo Exército Brasileiro, que permitiam que elas estivessem sob a sua guarda.
 
“Devidamente comprovada a regularidade das armas de fogo de uso permitido que foram aprendidas, o fato atípico está caracterizada, sendo a absolvição a medida mais adequada”, explicou João Bosco.
 
Considerando que Marcelo Cestari não mais detém a autorização legal para ter em sua posse qualquer arma registrada no Exército Brasileiro, João Bosco determinou o encaminhamento das armas de fogo de uso permitido ao Comando do Exército.

Segundo inquérito

O segundo inquérito, já finalizado e aguardando denúncia e julgamento, busca responsabilizar Marcelo Cestari pelos crimes de posse irregular de arma de fogo (duas em nome de Glauco Fernando), homicídio culposo (sem intenção de matar), por entregar a arma para adolescente e por fraude processual.

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