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Segunda-feira, 28 de setembro de 2020

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MPE pede internação de menor acusada de matar amiga em banheiro

Da Redação - Arthur Santos da Silva

10 Set 2020 - 12:22

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

MPE pede internação de menor acusada de matar amiga em banheiro
Informação divulgada pelo site Gazeta Digital afirma que o Ministério Público (MPE) protocolou uma representação pedindo a internação da menor de 15 anos apontada como autora do tiro que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, no Condomínio Alphaville, em Cuiabá, no dia 12 de julho.

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O advogado Artur Osti, que representa a família acusada e o advogado Hélio Nishiyama, que atua em nome da família a jovem morta, afirmaram ao Olhar Jurídico que não foram notificados sobre a representação. O Ministério Público argumentou que não pode comentar em razão do sigilo do caso.
 
A adolescente de 15 anos, responsável pelo disparo que matou Isabele Guimarães Ramos no condomínio Alphaville responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Concluiu-se na investigação que ela, no mínimo, assumiu o risco ao apontar a arma para o rosto da amiga e não verificar se a arma estava pronta para o disparo.
 
A medida sócioeducativa máxima poderá ser uma internação de até três anos em estabelecimento educacional. Artur Osti já apresentou pedido para arquivamento do inquérito contra a adolescente de 15 anos. O requerimento, que utiliza o termo técnico de clemência, é uma espécie de remissão.
 
Versões
 
As investigações mostraram que a versão apresentada pela adolescente de 15 anos não condiz com o que se apurou e com o que consta nos laudos da perícia.
 
Em sua versão, a adolescente conta que estava com o case em suas mãos, quando foi ver o que Isabele estaria fazendo no banheiro do seu quarto. Em dado momento, o objeto teria caído.
 
A menor então conta que abaixou para pegar a arma, enquanto equilibrava o case na outra mão. Neste momento, o disparo teria acontecido, de forma - supostamente - acidental.
 
Porém, o laudo aponta que o case não tem nenhum vestígio de sangue, assim como a segunda arma, que estava dentro do objeto. Além disto, perícia feita anterior já apontou que o disparo foi feito com a arma estando entre 30 e 40 centímetros do rosto da vítima.

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