Olhar Jurídico

Terça-feira, 11 de agosto de 2020

Notícias / Administrativo

Cotada para desembargadora, juíza aposentada tinha 30 anos de magistratura e pouca produtividade

Da Redação - Arthur Santos da Silva

31 Jul 2020 - 13:57

Foto: Reprodução

Cotada para desembargadora, juíza aposentada tinha 30 anos de magistratura e pouca produtividade
A juíza Flávia Catarina Oliveira Amorim Reis, aposentada compulsoriamente na quinta-feira (30) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), ingressou no Judiciário aos 22 anos, em 1985, como assessora da Terceira Vara Cível de Cuiabá. A magistrada, que ainda pode requerer revisão disciplinar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), era nome cotado para ocupar uma das novas vagas abertas para o cargo de desembargador.

Leia também 
Tribunal de Justiça aposenta compulsoriamente juíza Flávia Catarina

 
Mesmo com longa carreira no Judiciário, a magistrada foi alvo de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em razão de baixa produtividade. Em 2014 o desembargador Orlando Peri chegou a  divulgar números sobre a colega magistrada. Segundo revelado na época, em três anos a magistrada proferiu 127 sentenças com resolução do mérito, número considerado baixo.
 
“Foram 33 em 2011, 45 em 2012 e 49 em 2013. Ou seja, uma média de 3,5 sentenças por mês. Se descontadas as férias de 60 dias anuais, dá uma média de 4,2 sentenças por mês. Conjecturando que ela tenha se afastado por licença médica por seis meses, temos uma média de 5,2 sentenças mensais. Isso implica em uma produtividade baixíssima, para não dizer decepcionante”, afirmou Perri na ocasião. Flávia Catarina também foi acusada de proferir lançamentos indevidos de informações no sistema para tentar maquiar sua produção.

Flávia Catarina ingressou no Judiciário aos 22 anos, em 1985, como assessora da Terceira Vara Cível de Cuiabá. No ano seguinte tornou-se diretora administrativa, financeira e patrimonial do recém inaugurado Fórum de Várzea Grande e em 1987 atuou como magistrada dativa no Juizado de Pequenas Causas em Cuiabá.
 
Depois do concurso da magistratura, passou por diversas comarcas, como Nortelândia, Arenápolis, Nobres, Rosário Oeste, Mirassol D’Oeste e Cáceres, até chegar a 10ª Vara Criminal de Cuiabá, onde atuou por 18 anos. Desde 2016 está na Vara de Execução Fiscal.
 
Em material divulgado pelo Tribunal de Justiça em abril de 2020, Flávia Catarina comentou justamente sobre a evolução no ritmo do Judiciário. “Não adiantava eu fazer tudo rápido no computador e na secretaria ainda ser máquina de escrever. Agora estamos no paraíso perto do que já enfrentamos, os oficiais de Justiça recebem mandado no celular, os advogados são intimados de forma online. É tudo diferente”, afirmou.
 

16 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Gladston
    02 Ago 2020 às 08:20

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • carlos
    02 Ago 2020 às 08:12

    minha esposa tem mais de 60 anos e esta a ha mais de 08 esperando so a assinatura do Juiz, pela ação ganha. O estado perdeu até o recurso. então nao é so essa que deveria estar aposentada

  • Ggm
    01 Ago 2020 às 14:36

    Viva o Brasil!! País de terceiro mundo.

  • Lia Regonat
    01 Ago 2020 às 13:18

    A juíza já foi julgada pelos colegas e vejo que está sendo julgada por uma equipe de pessoas como se fosse uma banca de jurados .Humanamente não deve estar passando um bom momento já que esteve de licença, O pior seria ser aposentada por outros motivos ! Estranho estar na fila para ocupar uma vaga de desembargadora surge a correição sobre seu desempenho ! O direito lhe dá prerrogativa de recorrer ! Que seja feita justiça !

  • José
    01 Ago 2020 às 12:09

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Marlon Carvalho de Sousa Rocha
    01 Ago 2020 às 10:19

    A garantia da vitaliciedade no cargo implica vedação a demissões admnistrativas ela pode perder o cargo desde que seja em processo judicial. Basta o MP agir e ajuizar uma ação por improbidade administrativa...

  • .
    01 Ago 2020 às 05:21

    Esse país merece um meteoro. Aonde já se viu, pessoas improdutivas receberem aposentadoria compulsória como castigo?.... Só nessa república de bananas para tal coisa acontecer.

  • Thunder ket
    31 Jul 2020 às 22:09

    Cara Yasmin B KETTY, o dia em que você entender e compreender o que é a política terá uma nova mente. Por suas palavras, dá a entender que a magistrada entrou para o serviço público em 2018. Lamentável!

  • Mc
    31 Jul 2020 às 19:38

    Eu acho que está tal de Yasmim B. É cega ou não bate bem a cabeça pedindo volta do 9 dedos..kkkk

  • kbça pensante
    31 Jul 2020 às 19:23

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

Sitevip Internet