Olhar Jurídico

Domingo, 09 de agosto de 2020

Notícias / Criminal

Defesa pede liberação bens de Arcanjo apreendidos na Operação Mantus após trancamento de ação

Da Redação - Vinicius Mendes

28 Jul 2020 - 10:10

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Defesa pede liberação bens de Arcanjo apreendidos na Operação Mantus após trancamento de ação
A defesa de João Arcanjo Ribeiro fez o pedido de liberação dos bens do ex-bicheiro, apreendidos durante a Operação Mantus, que desmantelou duas organizações ligadas ao Jogo do Bicho, a ELLO/FMC e a Colibri, que seria liderada por Arcanjo. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em um habeas corpus, determinou o trancamento da ação.

Leia mais:
Tribunal de Justiça tranca ação contra Arcanjo por falta de indícios de crime

No último mês de maio a Segunda Câmara Criminal do TJMT proveu habeas corpus em nome do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, determinando trancamento de ação penal proveniente da Operação Mantus, que investigou suposta nova participação em esquema do jogo do bicho.

A citada operação chegou a prender Arcanjo durante o ano de 2019. A decisão pelo trancamento foi estabelecida por maioria. A defesa argumentou que não existiam elementos nos autos que pudessem gerar ação penal. O processo segue contra outros réus.

Em despacho do último dia 17 o juiz Jorge Luis Tadeu cumpriu a decisão do TJMT e trancou a ação.

"O E. Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em decisão proferida no Habeas Corpus [...], confirmou a liminar, anteriormente concedida, determinando o trancamento desta ação penal em relação ao réu Arcanjo Ribeiro, bem como, concedeu a liberação dos bens constritos nos autos [...], exceto os bens comprovadamente de origem ilícita e outros que estejam com ordem judicial diversa".

De acordo com a defesa, patrocinada pelo advogado  João Victor Gomes de Siqueira, ainda não houve a liberação dos bens. O advogado explicou que para que haja liberação de quaisquer bens que estejam num processo penal, é necessário fazer um outro processo incidental no processo penal onde esteja a restrição. O pedido de liberação então foi feito, mas a decisão ainda não foi proferida.
 
Além de imóveis, como um estacionamento localizado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, uma empresa denominada ‘Granito’, que funcionava dentro do estacionamento e o Colibri Palace Hotel, localizado na cidade de Tangará da Serra, também foi apreendida grande quantidade de dinheiro (só na casa de Arcanjo foram encontrados R$ 200 mil) e automóveis, como Fiat Toro, Honda WRV e uma Toyota Hilux.

Mantus
 
A Operação Mantus, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), desmantelou duas organizações ligadas ao Jogo do Bicho, Colibri e a ELLO/FMC.  Ao todo, 33 pessoas foram denunciadas. Conforme o Gaeco, as duas organizações disputam espaço desde 2017.
 
 A Colibri supostamente seria liderada por João Arcanjo Ribeiro. Ele chegou a ser denunciado, mas conseguiu se livrar do processo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).


Atualizada às 13h32.

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Jurídico. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Jurídico poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Sitevip Internet