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Quinta-feira, 02 de julho de 2020

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PGJ diz que prefeito é 'preconceituoso' por considerar apenas atendimento a cuiabanos na capital

Da Redação - Vinicius Mendes

25 Jun 2020 - 08:31

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

PGJ diz que prefeito é 'preconceituoso' por considerar apenas atendimento a cuiabanos na capital
O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges,  disse que o prefeito Emanuel Pinheiro é "preconceituoso" por afirmar que as UTIs de Cuiabá são suficientes para atender aos cuiabanos. A Justiça determinou, após ação do Ministério Público, a instalação do lockdown em Cuiabá e Várzea Grande. O prefeito disse que está providenciando o cumprimento da ordem, mas já apresentou recurso contra a decisão.

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De acordo com o chefe do MP, o prefeito é "sectário" por defender este discurso. Ele citou que o interior do Estado de Mato Grosso também possui um grande poder econômico e os municípios estão sim adotando medidas preventivas contra o novo coronavírus.

"O Prefeito Emanuel Pinheiro apresenta um discurso preconceituoso e sectário quando afirma que as UTIs de Cuiabá são suficientes para atender aos Cuiabanos, esquece-se que Cuiabá tem gestão plena do SUS e a capital tem alicerçado sua economia em prestação de serviços públicos e privados, enquanto o interior do Estado a econômica está alicerçada principalmente na produção agrícola que é a locomotiva da economia de Mato Grosso e do Brasil. Sem contar que os Municípios do interior estão sim adotando medidas preventivas ao coronavírus conforme seus índices de risco. Tal discurso reacende a divisão do Estado de Mato Grosso", disse.

De acordo com a Prefeitura, Emanuel  já determinou que a Procuradoria Geral do Município trabalhe nesta quinta-feira (25)  para implementar as medidas necessárias para o  cumprimento da ordem do magistrado José Luiz Lindote, da Vara Especializada em Saúde de Mato Grosso. Veja o que foi determinado.

No entanto, ele defendeu que tem o direito de recorrer da decisão de primeira instância, sobre a quarentena obrigatória, e aguarda a decisão de recurso, interposto na noite de ontem (24),  que será apreciado pelo desembargador plantonista do Tribunal de Justiça, Rui Ramos. 

11 comentários

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  • O atalaia
    25 Jun 2020 às 14:20

    O prefeito de Cuiabá não é preconceituso por querer. Trata-se de um homem imaturo, que aje açodadamente, sem avaliar abalizadamente as consequências de seuas atos. É uma pessoa que poderia ser chamada de "sem noção".

  • Maurício
    25 Jun 2020 às 14:15

    O chefe do MPE devia cuidar do MPE. Parece estar em campanha. Falar é fácil. Por que não atuou antes para equipar os hospitais no interior, o lá construir grandes hospitais? Agora é mole jogar pedra na vidraça dos outros. Perdeu mais uma oportunidade de ficar no seu canto, o que aliás é o que ele não tem feito: diariamente nos jornais falando coisas sem bom senso e que não lhe dizem respeito.

  • Jefferson
    25 Jun 2020 às 13:23

    Entra governador, sai governador e o sistema de saúde que temos no MT é a velha ambulância terapia, a capital presta o serviço que o governo do estado deveria prestar e por isso sempre está sobrecarregada. É claro que negar atendimento seria um absurdo, mas pq o MP não cobra que o Mauro Mendes construa hospitais estaduais de referência em alguns municípios do interior e acaba com esse vai e vêm de pacientes!? Fazer milagre com santo alheio é muito melhor né não!?

  • Curioso
    25 Jun 2020 às 10:44

    Não quero aqui defender o prefeito Emanuel Pinheiro, mas não vejo como preconceituosa sua avaliação. Ainda que a atenção do SUS seja universal, é óbvio que Cuiabá não suporta a demanda de todo o Estado. A necessidade de criar condições para atendimento nos hospitais regionais cabe ao Governo do Estado. É de longe que essa deficiência médico hospitalar nos municípios tem causado sim colapso na rede em Cuiabá. É óbvio que diante da situação atual não há tempo para compensar o que gestores anteriores deixaram de fazer. É hora sim dos poderes executivo , legislativo e judiciário apresentar um planejamento pra dotar os hospitais regionais de recursos técnicos e humanos a fim de resolver esse problema.

  • CLAUDIO COELHO BARRETO JUNIOR
    25 Jun 2020 às 10:40

    DATA VÊNIA SENHOR PROCURADOR, COM TODO RESPEITO VOU DISCORDAR DE VOSSA EXCELÊNCIA. SE OS MUNICÍPIOS DO INTERIOR TEM PODER ECONÔMICO, PORQUE DESÁGUA TODOS OS PROBLEMAS GRAVES DE SAÚDE EM CUIABÁ? SERIA INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA DOS GESTORES MUNICIPAIS, OU OMISSÃO DO MP EM FISCALIZAR SE OS MUNICÍPIOS CUMPREM COM O QUE DETERMINA A LEGISLAÇÃO COM RELAÇÃO AOS GASTOS COM SAÚDE PÚBLICA? FICAR DENTRO DE GABINETE, NO AR CONDICIONADO É MUITO COMODO DENUNCIAR E EXIGIR CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO, O DIFÍCIL E SAIR DAS PALAVRAS E IR EM BUSCA DE SOLUÇÕES COERENTE PARA SANAR OS PROBLEMAS. DEIXEM OS LOFOTES DE LADO, VAMOS POR A MÃO NA MASSA E TRABALHAR EM PRÓ DA POPULAÇÃO.

  • Maria
    25 Jun 2020 às 10:17

    Acho que deveria sim limitar as vagas para as pessoas do interior, pq os cuiabanos ficariam sem vagas nos hospitais se tiver lotaçao. Deveria ter um criterio para pessoas do interior utilizar as vagas de cuiaba

  • Francisco S. Lima
    25 Jun 2020 às 09:53

    Estou desempregado, a pequena empresa em que trabalhava não suportou a crise e fechou, 06 pais de família sem sustento. Minhas economias duram apenas mais alguns dias, o plano de saúde (o mais simples) terei que abandonar, não tenho condições, infelizmente estou ficando depressivo e a hipertensão aumentando. A taxa de desemprego só aumenta dia após dia. Todos estes que defendem o fechamento total nunca souberam o que é passar fome e necessidade.

  • muito louco
    25 Jun 2020 às 09:39

    Emanuel esta visando dinheiro, o juiz esta visando vidas, a decisão do Juiz é mais justa.

  • gilberto
    25 Jun 2020 às 09:26

    Parabéns ao prefeito de Cuiabá por não permitir que a justiça interfira dessa forma e passe a governar o Estado o que eles devia fazer é descongestionar o Judiciário onde processos se arrastam a anos sem solução e deixar o executivo fazer seu papel!

  • carlos augusto
    25 Jun 2020 às 09:16

    O Ministério Público deseja governar sem passar pelo crivo das urnas.

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