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TRE nega pedido e mantém vídeo como prova em processo de cassação do deputado Avalone

Da Redação - José Lucas Salvani

13 Dez 2019 - 14:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

TRE nega pedido e mantém vídeo como prova em processo de cassação do deputado Avalone
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) negou por unanimidade a retirada do vídeo feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e anexado como prova no processo de pedido de cassação do deputado estadual Carlos Avalone (PSDB).

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Avalone havia entrado com mandado de segurança para que o vídeo fosse retirado dos autos e não constasse como prova.

O vídeo em questão foi feito por um policial rodoviário federal no dia 4 de outubro de 2018, três dias antes da realização do primeiro turno das eleições majoritárias de 2018, quando três homens foram detidos na BR-070, no município de Poconé.

No carro, que tinha o vidro traseiro adesivado com o mote da campanha do deputado, foram encontrados R$ 89,9 mil, uma agenda manuscrita e santinhos eleitorais do candidato. Ao serem questionados sobre a origem do dinheiro, eles teriam entrado em contradição, não conseguindo explicar a origem da quantia.

No vídeo, um dos detidos afirma que o dinheiro teria sido pego em um escritório em Cuiabá e que este local pertencia a Avalone, e era utilizado para pagamento de cabos eleitorais da campanha. E, de acordo com o depoimento feito pelo policial rodoviário federal, a gravação foi autorizada.

No julgamento, os desembargadores aplicaram a Súmula 22 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na qual consta que “não cabe mandado de segurança contra decisão judicial recorrível, salvo situações de teratologia ou manifestadamente ilegais”, seguindo assim o voto do relator, desembargador Sebastião Farias, em conformidade com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

Com isso, o vídeo permanecerá no processo e será analisado no momento oportuno, ou seja, em sede de alegações finais.

4 comentários

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  • mayara
    13 Dez 2019 às 17:25

    Tomara que esse processo ande tão rápido quanto foi o da Senadora Selma do contrário vou ter certeza que ela foi vítima de perseguição política.

  • Chico Bento
    13 Dez 2019 às 16:33

    E sobre a cassação da Janaína, não se fala mais nada?

  • Vitor
    13 Dez 2019 às 14:56

    Será que esse processo vai andar rápido também, queremos celeridade para todos os processos de políticos o primeiro ano de mandato dele já foi, nem julgado no TRE ainda.

  • Crítico
    13 Dez 2019 às 14:54

    Aguardemos que tenha a mesma celeridade como a da SELMA sob pena de ficar caracterizado PERSEGUIÇÃO POLITICA

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