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Segunda-feira, 14 de outubro de 2019

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Apartamento foi entregue para pagar empréstimo fraudulento no Bic Banco, diz delator

Da Redação - Arthur Santos da Silva

07 Out 2019 - 14:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Apartamento foi entregue para pagar empréstimo fraudulento no Bic Banco, diz delator
Delator premiado e ex-superintendente do Bic Banco em Mato Grosso, Luiz Carlos Cuzziol informou à Justiça Federal que um apartamento próximo ao Shopping Pantanal, em Cuiabá, foi utilizado para quitar parte de empréstimo contraído pela pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda.

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O imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil, foi entregue após ação de execução. Os empréstimos, investigados na Operação Ararath, ocorreram durante os governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa.
 
“Após o falecimento do Alex [Ortolan, dono da Ortolan Assessoria e Negócios], uma vez ou duas um advogado e a irmã dele, tentando, ver o que é, oferecendo esse apartamento. Eu falei: ‘olha, isso não minha competência, é do departamento jurídico, negociando com a área de recuperação de crédito’”.
 
No mesmo depoimento, Cuzziol, revelou que o empresário Ulisses Viganó, dono da Cosnop Construções, pagou R$ 400 mil na mesma transação.
 
O ex-superintendente e o ex-secretário de casa Civil de Mato Grosso, Eder Moraes, são acusados por gestão fraudulenta de instituição financeira. A denúncia é uma continuidade ao trabalho da Operação Ararath.
 
De acordo com a denúncia, as provas colhidas apontam que foram praticadas inúmeras operações ilícitas de empréstimos bancários, totalizando aproximadamente R$ 12 milhões.
 
Os empréstimos eram concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda, e tinham como garantia créditos fictícios que a empresa possuía junto ao governo do estado de Mato Grosso, por meio de simulação de prestação de serviços na área de consultoria e assessoria em gestão governamental.
 
Segundo o Ministério Público, durante a Operação Ararath, após diligências na Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz), ficou comprovada a inexistência de contrato ou processo de aquisição com a Ortolan Assessoria e Negócios.
 
Relatório produzido pela Controladoria Geral do Estado (CGE) também apontou que a empresa não estava cadastrada como credora do estado e, portanto, não haveria possibilidade de existir ordem bancária de pagamento em nome da Ortolan.
 
Restos
 
Luiz Carlos Cuzziol também explicou na Justiça Federal que diversos empréstimos feitos por empresas, com garantia dada pelo governo de Mato Grosso foram pagos por terceiros interessados.

Ao longo dos anos, o montante de todas as negociações no Bic Banco beirou R$ 300 milhões. Segundo o colaborador, no final das operações, restaram aproximadamente R$ 70 milhões atrasados. Para quitar a dívida, um grupo de empresas se juntou.
 
Entre os citados estão Todeschini Construções e Terraplanagem,  Trimec Construções e Terraplenagem, Santa Cruz Engenharia, Guaxe Construtora, a Transportadora Martelli e o Grupo Juruena  (responsável por Pequenas Centrais Hidrelétricas). 

1 comentário

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  • AUDITOR SENIOR
    07 Out 2019 às 17:58

    CADA UMA ! ME ENGANA QUE EU GOSTO !!! ORAS BOLAS , SE FOSSE FRAUDULENTO PORQUE OS AVALISTAS DERAM PATRIMONIO EM GARANTIA? QUEM FRAUDA ALGO DANDO SEU PATRIMONIO EM GARANTIA ? SE O ESTADO NAO PAGOU NADA A ORTOLAM , PORQUE ENTAO HÁ FRAUDE? ONDE ESTA O PREJUIZO AO ERÁRIO? COISA MAS SEM PÉ NEM CABECA ... NAO AGUENTA DOIS MINUTOS NO TRF

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